segunda-feira, 1 de junho de 2020

Dá para transmitir o novo coronavírus pelo sexo?

Em meio a pandemia do novo coronavírus (Sars-CoV-2), as demonstrações de afeto precisaram mudar pela nossa segurança. Para evitar a Covid-19, abdicamos de abraços e beijos em quem não vive na mesma residência. Mas e o sexo? É possível transmitir o vírus na hora H? Existe um jeito seguro de transar ou isso também está fora de cogitação?

Antes de tudo, cabe ressaltar que a Covid-19 não é encarada como uma infecção sexualmente transmissível (IST). “Até o presente momento, vemos que a transmissão ocorre primordialmente via contato com gotículas respiratórias”, afirma o urologista Giuliano Aita, do Departamento de Sexualidade da Sociedade Brasileira de Urologia (SBU).

No entanto, um estudo realizado na China com 38 pacientes identificou o vírus no sêmen, tanto na fase aguda da doença como no período de recuperação. “Só que a gente não sabe se isso é uma forma potencial de infecção”, pondera Aita. Ou seja, mesmo que ele esteja presente nesse líquido, é possível que não consiga usar essa via para infectar outras pessoas de maneira efetiva.

Outros experimentos encontraram o Sars-CoV-2 nas fezes de certas pessoas — o que teria implicações para o sexo anal, por exemplo. Por outro lado, ele ainda não foi encontrado no fluido vaginal.

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A transmissão ato sexual, portanto, não está totalmente esclarecida. Mas é bom lembrar que o sexo não se resume à penetração ou ao contato com os genitais.

“O risco está muito mais nos beijos na boca e na grande proximidade entre as pessoas durante a relação”, pontua o urologista Henrique Rodrigues, membro da SBU no Rio de Janeiro.

Dá para fazer sexo de maneira segura durante a pandemia de coronavírus?

A possibilidade de infectar alguém entre quatro paredes não é sinônimo de abstenção. Seguindo certas recomendações, dá para manter a vida sexual ativa na quarentena.

O departamento de saúde da prefeitura de Nova York, nos Estados Unidos, até publicou um guia sobre o tema. O principal recado do documento é de que o seu parceiro mais seguro é você mesmo. Sim, estamos falando da masturbação.

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Aliás, o mercado de brinquedos sexuais está em ascensão. “A recomendação é higienizá-los com álcool isopropílico ou água e sabão antes do uso e lavar as mãos por pelo menos 20 segundos antes e depois”, orienta Aita.

O sexo virtual é outra opção. “Temos observado nos comentários das redes sociais e na própria mídia que o número de adeptos aumentou”, comenta Aita.

Nesse cenário, não deixe de desinfetar os teclados e telas sensíveis ao toque antes e depois de utilizá-los, principalmente se você compartilha os aparelhos eletrônicos com outros indivíduos.

Já a prática a dois só está liberada entre quem vive debaixo do mesmo teto, obedece as regras do distanciamento social e adota os hábitos de higiene adequados. “Um casal que mora junto e não está com suspeita ou não foi diagnosticado com a Covid-19 pode continuar fazendo sexo normalmente”, tranquiliza Rodrigues.

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De acordo com aquele documento de Nova York, a higienização após a relação é ainda mais importante. As mãos não são exceção nem nessa hora.

Se começar a sentir sintomas suspeitos, melhor deixar o prazer sexual para depois, além de, dentro do possível, buscar um isolamento dos outros moradores da casa.

No mais, se o seu parceiro está trabalhando em locais com contato direto a pacientes com coronavírus, o ideal é dar uma pausa. Hospitais e farmácias são dois grandes exemplos.

E claro: o uso de preservativo e métodos anticoncepcionais continuam sendo cruciais para evitar ISTs e gravidez não planejada.


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O desafio dos exercícios e da retomada dos esportes com a Covid-19

Já sabemos de longa data que o exercício físico melhora a imunidade e a saúde em geral. Porém, com a pandemia do coronavírus, muitas pessoas que praticavam atividades de forma regular deixaram de fazer ou diminuíram (e muito!) sua frequência e intensidade.

Confinados, não imaginávamos a proporção que o isolamento poderia tomar e as restrições impostas à prática esportiva. As sociedades médicas ligadas ao esporte reforçam a necessidade de fazer exercícios tomando todas as cautelas que a situação ainda pede.

Se para as pessoas que malhavam duas ou três vezes por semana o cenário ficou complicado, imagine para os atletas profissionais. Pegos de surpresa com a paralisação dos treinos, muitos foram compulsoriamente colocados na geladeira, isolados e sem prazo para voltar à ativa.

A exemplo de quem faz atividade física para viver melhor, os profissionais do esporte tiveram rotinas alteradas, com impactos na alimentação, no acompanhamento e na forma e no desempenho físicos. Isso sem falar nas repercussões no trabalho, com redução salarial devido à perda de patrocinadores e à ausência de competições.

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Mas, com o controle da pandemia, como será a retomada? Teremos público assistindo aos jogos nos ginásios e estádios? Como os jogadores poderão se comportar em campo ou quadra, já que o contato físico é quase uma necessidade em boa parte dos esportes coletivos? Como ficarão as viagens? As equipes deverão fazer quarentena após as partidas? Clubes terão de fazer testagem para o coronavírus de tempos em tempos?

São perguntas ainda sem resposta definida. O que está certo é que, em relação aos exercícios e esportes, o importante é não parar a atividade de forma abrupta. Não importa se você é atleta amador ou profissional, busque continuar se exercitando — mesmo em casa.

Esse comportamento é essencial porque, confinados e sem treino constante, tendemos a sofrer um desajuste no balanço energético. Gastamos menos calorias e estocamos mais, principalmente na forma de um consumo exagerado de alimentos inadequados. Equilibrar essa conta evita acúmulo de gordura e perda de massa muscular.

Pensando nos atletas em si, há uma preocupação ainda maior com o risco de lesões após tanto tempo sem treino e condicionamento. Daí por que devemos pensar não em pré-temporada, mas numa temporada pós-Covid para que possa haver uma adaptação gradual e o retorno dos jogos.

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Na Europa já assistimos a retomada de treinos em grupo e jogos em estádio (sem torcida). No Brasil ainda não.

Diante da pandemia e das medidas de isolamento social, quem pratica atividade física ou esportes deve se esforçar para garantir uma rotina balanceada, visando em primeiro lugar à manutenção da saúde e, por consequência, uma forma física que permitirá um retorno mais tranquilo aos exercícios fora de casa mais adiante.

* Dr. Eduardo Rauen é médico do esporte e nutrólogo


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Manual: como lavar sua roupa no capricho?

Separe as peças

<span class="hidden">–</span>@ilustralu/Superinteressante

Isso é óbvio, mas vai além de não misturar brancas com coloridas. Roupas claras e escuras devem ser separadas – bem como peças novas, que podem tingir as outras, e peças muito sujas. Acumule cargas maiores de roupa para economizar água, e lave os tecidos mais delicados à mão.

Olho no amaciante

<span class="hidden">–</span>@ilustralu/Superinteressante

Dilua e coloque sempre no dispenser, nunca diretamente nas roupas, para não manchar. Em toalhas, não use: com o tempo, ele tira a capacidade de absorver água. Para mantê-las fofinhas, deixe de molho por 20 min. com água quente, vinagre e ½ xícara de bicarbonato de sódio.

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Ciclos de lavagem

<span class="hidden">–</span>@ilustralu/Superinteressante

Use os ciclos rápidos, com a água fria. Isso evita que as roupas desgastem e economiza luz. A vida útil de uma camiseta fica até 52% maior (e o gasto com eletricidade,
66% menor). Vai deixar de molho? Respeite o limite de duas horas: mais do que isso, as peças podem deteriorar.

Feche zípers…

…e botões, isso evita deformações. Peças jeans não devem ser lavadas sempre: pendure calças e jaquetas no banheiro enquanto toma banho, para que elas entrem em contato com o vapor d’água, depois deixe arejar. Quando for colocá-las na máquina, vire-as do avesso.

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Decifrando a etiqueta

<span class="hidden">–</span>Arte/Superinteressante

1 – O número indica a temperatura máxima que a roupa aguenta. Se houver um traço embaixo, não centrifugue.

2 – A temperatura do ferro: uma bolinha (110 oC), duas (150 oC) ou três (200 oC). Se estiver com um “X”, nada de passar.

3 – Com este símbolo, usar alvejante à base de cloro na peça está permitido. Se o símbolo estiver cortado por um “X”, não.

4 – Uma bolinha diz que é para usar  a temperatura mínima da secadora; duas, a máxima. Se não houver símbolo, não rola secadora.


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Atores confinados: 6 filmes que se passam em um único cenário

Baixo orçamento e muita criatividade. Essa é a receita para filmes feitos quase exclusivamente em um único cenário. Nessa lista selecionamos alguns exemplos. Saiba mais sobre eles – e onde assisti-los.

<span class="hidden">–</span>Maria Pace/Superinteressante

1 – Janela Indiscreta (1954)

Onde assistir? Google Play, YouTube e Telecine Play

Um fotógrafo quebra a perna e passa a acompanhar a vida dos vizinhos pela janela – até suspeitar de um assassinato. Seis anos antes, o diretor Alfred Hitchcock tinha feito Festim Diabólico, que também se passa quase exclusivamente em um apartamento.

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2 – Doze Homens e Uma Sentença (1957)

Onde assistir? iTunes e Telecine Play

Em uma sala, 12 jurados debatem um caso de assassinato. A decisão deve ser unânime, mas um deles não quer condenar o réu. Dos 96 minutos de filme, apenas três se passam em outros cenários. E é uma obra-prima.

3 – Enterrado Vivo (2010)

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Onde assistir? YouTube

Sequestrado por terroristas, Paul (Ryan Reynolds) acorda dentro de um caixão, apenas com um celular e um isqueiro. Todos os 94 minutos acontecem ali dentro – mesmo assim, o filme é ótimo.

4 – Locke (2013)

Onde assistir? Google Play e YouTube

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Gravado em oito noites, mostra Ivan (Tom Hardy) em uma viagem de carro. Ele precisa ligar para sua mulher para falar sobre uma traição. Outros atores, como Tom Holland, participam apenas com suas vozes.

5 – Dogville (2003)

Onde assistir? Google Play (em inglês) e YouTube

Apesar de contar a história de uma pequena cidade fictícia dos EUA, todo o filme de Lars von Trier se passa em um palco, com riscos no chão para delimitar as casas, como numa peça de teatro. E convence.

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6 – Meu Jantar com André (1981)

Onde assistir? Mubi e YouTube

Sentados em torno de uma mesa de restaurante, dois amigos, um ator e um diretor teatral, discutem sobre a vida e a arte. Gravado em um hotel abandonado, custou apenas US$ 1,2 milhão em valores atuais.


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Hitler matou alguém com as próprias mãos?

É quase certo que não. Hitler sem dúvida se meteu em algumas situações em que poderia matar alguém, mas, até onde se sabe, não chegou a matar de fato. A primeira delas foi na Primeira Guerra Mundial, quando serviu a Alemanha na patente de cabo.

O futuro ditador era mensageiro, o que significava sair da segurança da trincheira para se aventurar em campo aberto, na mira da artilharia inimiga. Ele foi alvo com bem mais frequência do que atirou, e não há registro de que tenha abatido nenhum militar inimigo.

Depois, no início de sua carreira como militante de extrema direita, ele saía no braço contra manifestantes de outras vertentes políticas em protestos de rua. Mas não há nenhuma prova de que Adolf tenha matado alguém – rolaram só uns tabefes, mesmo.

Por fim: Hitler teve um relacionamento abusivo com uma sobrinha, Geli Raubal, entre 1929 e 1931. Ela se suicidou aos 23 anos com sua pistola. Há o boato de que ele fez o disparo – mas o historiador britânico Ian Kershaw afirma não haver evidências favoráveis a essa versão, que foi espalhada por jornais sensacionalistas da época em uma tentativa de queimar a imagem do futuro ditador.

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É inegável, porém, que Hitler foi culpado indiretamente pela morte de Raubal: ele mantinha a mulher trancada em casa, e provavelmente a estuprava. Hitler entrou em crise após o suicídio e se ausentou da vida política temporariamente.

Pergunta de @guilhermelvalerio, via Instagram


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O que as pessoas fazem quando ganham prêmios em barras de ouro?

Elas vão até aqueles sujeitos que andam no centro com uma placa “compro ouro” pendurada no peito e vendem tudo para ele. Brincadeira. As pessoas que ganhavam o Show do Milhão nunca chegavam a encostar no ouro. Elas recebiam um certificado de posse do metal precioso, e então podiam assinar uma procuração que autorizava o SBT a negociar esse certificado e trocá-lo pelo equivalente em dinheiro.

Você pode se perguntar: então não era mais fácil o Silvio Santos depositar a grana direto na conta do vencedor? Claro que sim, mas isso é proibido por lei: a única instituição autorizada a distribuir dinheiro por aí, no Brasil, é a Caixa Econômica Federal, por meio das Loterias. De resto, as empresas podem sortear mercadorias nacionais e importadas, imóveis, pacotes de viagens ou passagens de avião, bolsas de estudo, ingressos para espetáculos como shows, peças de teatro etc. e, é claro, certificados de barras de ouro.

Atualização: desde dezembro de 2018, a fiscalização de sorteios e promoções não é mais realizada pela Caixa Econômica Federal, e sim pela Secretaria de Avaliação de Políticas Públicas, Planejamento, Energia e Loteria, do Ministério da Economia. A regra, porém, continua valendo. 


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É verdade que diamantes verdadeiros não aparecem em máquinas de raios X?

Depende do raio X. Os que são usados em hospitais – ou nas barreiras de segurança de aeroportos – de fato não mostram os diamantes com clareza. A pedra preciosa fica com a aparência de um borrão muito tênue, quase invisível.

Bem diferente de uma faca ou um revólver, itens que não podem embarcar em hipótese alguma e brilham intensamente na imagem.

Isso é porque o diamante, apesar de tão valioso, é feito do mesmo material que você, seu cachorro e um pote de plástico: átomos de carbono, que têm só 6 prótons no núcleo. Eles são bem menores que, por exemplo, os átomos de ferro (com 26 prótons) ou chumbo (com 82 prótons).

O raio X forma uma imagem do interior do seu corpo justamente porque coisas mais densas – tipo seus ossos, cheios de cálcio – seguram a radiação, enquanto a pele e os músculos, feitos de moléculas que têm o carbono como base, deixam ela passar.

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Um elemento chamado zircônio, com 40 prótons, é usado com frequência para imitar diamantes verdadeiros, mas não engana o raio X. Ele aparece com muito mais clareza que a pedra real.

Fonte: artigo “Myth busting in the world of x-rays”, de Lino Piotto et al.


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