quarta-feira, 1 de abril de 2020

Obra de Van Gogh é roubada em meio à pandemia de Covid-19

O novo coronavírus fez, de forma indireta, mais uma vítima – desta vez, uma obra de arte. Uma pintura do artista Vincent van Gogh foi roubada no início desta semana do museu holandês Singer Laren. A instituição estava fechada desde o dia 12 devido à pandemia de Covid-19. 

O ladrão ou os ladrões, ainda não se sabe, entraram no museu durante a madrugada de domingo (29) para segunda (30), perto do horário das 3h15. O alarme disparou. Mas, quando a polícia chegou ao local, restava apenas a porta de vidro quebrada e nenhum sinal dos culpados ou do quadro. 

E a obra nem mesmo pertencia ao Singer Laren: estava emprestada pelo museu holandês Groninger, que tinha a pintura como seu único Van Gogh. No Singer Laren, o quadro fazia parte da exposição “Espelho da Alma”, que foi inaugurada em 14 de janeiro e deveria durar até 10 de maio. Mas, nesse meio tempo, o museu fechou. A previsão de reabertura, por enquanto, é dia 1° de junho. 

A polícia já iniciou as investigações, contando com a ajuda de moradores da região que possam ter captado algo em suas câmeras de segurança. Além disso, a pintura foi adicionada à lista de obras de arte roubadas da Interpol. O valor do quadro é próximo de R$ 32 milhões.

Intitulada “O Jardim Paroquial de Nuenen, na primavera de 1884”, a obra mostra uma pessoa no meio de um jardim arborizado com a torre de uma igreja ao fundo. A obra representa a vista que Van Gogh teve durante alguns anos de sua vida, já que na época em que pintou, vivia com seu pai, que era pastor, no município de Nuenen (Holanda). 

As cores escuras representam um traço pouco lembrado de Van Gogh. A maioria das pessoas, ao ouvir o nome do artista, lembra das cores vibrantes, como o azul e o amarelo. Mas elas só foram se tornar características do artista a partir de 1886, quando o pintor se mudou para Paris.

O museu Singer Laren conta com cerca de três mil peças em seu acervo, incluindo obras de outros pintores holandeses, como Jan Toorop. Não se sabe ainda se outros artefatos também foram saqueados durante essa visita inesperada. Um dos fatos mais curiosos dessa história é que o dia 30 de março marcaria o 167° aniversário de Van Gogh.


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Como diferenciar o novo coronavírus de asma e alergias respiratórias

O outono, que dá início à temporada de alergias respiratórias, chegou. Devido ao clima seco, que favorece a concentração de partículas alérgenas, e à mudança climática, as crises costumam aparecer. Acontece que os sintomas de vários problemas respiratórios do tipo se confundem com os da Covid-19, doença provocada pelo novo coronavírus (Sars-Cov-2). Você sabe diferenciá-los?

A alergista Fátima Rodrigues Fernandes, diretora da Associação Brasileira de Alergia e Imunologia (Asbai), conta que as principais alergias que se manifestam nessa época são a rinite — caracterizada por coriza, espirro e entupimento nasal — e a asma, marcada por falta de ar, chiado no peito e tosse seca.

“Mas podem acontecer outras reações, como faringite, sinusite, laringite… Todas com sinais semelhantes”, complementa a especialista.

Pois bem: falta de ar e tosse seca também sinalizam a presença do novo coronavírus no organismo. “No entanto, nos quadros alérgicos, em geral não há febre, que é um dos principais indícios da Covid-19”, distingue Fátima.

Se a incerteza permanecer, antes de sair correndo para o hospital, entre em contato com o especialista que te acompanha. Até porque os casos leves de infecção por Sars-Cov-2 são tratados em casa, assim como os de uma alergia respiratória. “O médico tem mais condições de entender a origem dos sintomas e orientar se é o melhor momento de ir ao pronto-socorro”, ensina a expert.

Para evitar a dúvida, além de aderir às medidas de prevenção contra a infecção, é crucial continuar o tratamento de rotina das alergias. Ou seja: nada de suspender medicamentos e a bombinha sem uma conversa com o doutor.

E se eu nunca tive uma reação alérgica?

Normalmente, quem convive com asma e afins sabe reconhecer quando está em crise. Se esse não for o seu caso, verifique se algum elemento despertou os espirros, a coceira no nariz, a falta de ar…

“A reação alérgica ocorre devido à exposição a algum alérgeno ou por causa da mudança climática”, explica Fátima. Esses gatilhos incluem desde uma roupa que estava guardada no armário empoeirado ou com mofo até pelos de animais.

Sendo a sua primeira crise ou não, os profissionais orientam a manter a casa limpa e arejada, hidratar-se e lavar o nariz como forma de evitar as reações. Mas claro: se os sintomas persistirem ou piorarem, procure um médico.

Um recado sobre o coronavírus para quem tem problemas de pele

Apesar de seus sinais não se parecerem com os da Covid-19, as dermatites trazem um desafio adicional durante a pandemia atual.

Esse tipo de alergia é caracterizado por ressecamento, coceira e lesões na pele. Ocorre que lavar as mãos com água e sabão, a principal forma de se prevenir do novo coronavírus, pode piorar seus sintomas.

“E, quando a doença não está controlada, surgem rachaduras, o que aumentaria a exposição ao vírus. Além disso, as crianças afetadas acabam levando mais as mãos ao rosto para se coçarem”, acrescenta Fátima.

A recomendação para que essa turma não deixe se proteger contra a infecção é hidratar bem a cútis e, claro, não abandonar o tratamento para a dermatite.

 


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EUA cogitam mudança radical: uso de máscaras por toda a população

Medida em estudo pelo CDC vai na contramão da norma atual, que restringe o uso de máscaras, e poderia ajudar a frear o coronavírus. Mas também envolve novos riscos; entenda

“Isso está passando por uma revisão crítica, para ver se há valor adicional para indivíduos que estão infectados, ou que estão infectados e são assintomáticos”. Foi assim, numa frase cautelosa e meio truncada por jargão, que o médico Robert Redfield, diretor do Centers for Disease Control (CDC), sinalizou a possibilidade de uma mudança drástica na estratégia de combate ao SARS-CoV-2: passar a recomendar que todas as pessoas utilizem máscaras de proteção.  

A declaração, feita ontem à National Public Radio, vai contra a atual orientação do CDC, da OMS  e da maioria dos órgãos de saúde nacionais e internacionais, que recomendam o uso de máscara somente para profissionais de saúde, pessoas que apresentam sintomas gripais e/ou tenham sido diagnosticadas com a Covid-19. Em certas regiões da China, primeiro país a dar sinais de controle da pandemia, o uso de máscara é universal e obrigatório – regra que também foi adotada pela Áustria e acabou se tornando norma social na Coreia do Sul e no Japão, dois países que vêm conseguindo conter o avanço do coronavírus.  

As autoridades de saúde ocidentais têm usado dois argumentos contra o uso irrestrito de máscaras. Se todo mundo tentar comprá-las, sejam do modelo cirúrgico ou do padrão N95 (único que de fato bloqueia o vírus) não haverá máscaras suficientes para médicos e enfermeiros, que já lutam contra a escassez de equipamentos de proteção. A falta de máscaras nos hospitais poderia detonar ondas de infecção entre profissionais de saúde, levando ao colapso dos sistemas de saúde. Além disso, o uso incorreto das máscaras N95, ou a falsa sensação de segurança que podem proporcionar (elas não protegem os olhos, que ficam vulneráveis), poderiam acabar levando a um relaxamento das medidas de isolamento social, agravando a pandemia. 

A possível mudança de posição do CDC (que, vale repetir, ainda não se decidiu) está assentada em dois fatores: a crença de que os Estados Unidos conseguirão fabricar ou importar máscaras suficientes para sua população, e a constatação estatística de que pessoas assintomáticas são grandes transmissoras do vírus – que elas possivelmente expelem ao falar, comer e talvez, até, simplesmente respirar. “Isso ajuda a explicar o quão rapidamente o vírus continua a se espalhar pelo país, porque nós temos transmissores assintomáticos, e temos indivíduos que transmitem o vírus nas 48 horas antes de se tornarem sintomáticos”, afirmou Redfield.


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Tirar a barba ajuda na prevenção do coronavírus?

Uma mensagem espalhada nas redes sociais convida os homens a tirarem suas barbas com a finalidade de reduzir o risco de infecção pelo novo coronavírus (Sars-Cov-2) – orientação que teria o respaldo de órgãos de saúde. Há ainda versões que garantem que o conselho vem de um estudo feito pelo Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC), dos Estados Unidos. Como prova, inclui-se uma imagem com diversos tipos de cortes de barba e a avaliação da entidade sobre qual pode ser usado – e qual é contraindicado.

Coincidência ou não, nos últimos dias algumas personalidades aderiram à medida, como o apresentador Felipe Andreoli e jogadores da seleção brasileira de vôlei. Mas será que faz sentido?

Primeiro, é bom frisar que não existe recomendação oficial sobre o assunto. Ou seja, ao contrário do que se diz por aí, nenhum órgão de saúde – do Brasil ou do mundo – estimula os homens em geral a abrirem mão da barba.

a imagem do CDC com os modelos de barbas mais adequados é de 2017. Antes, portanto, da pandemia que estamos vivendo. Mais importante do que isso: as recomendações são direcionadas a profissionais da área de saúde que precisam usar máscaras ou respiradores no dia a dia.

O infectologista João Prats, da BP – A Beneficência Portuguesa de São Paulo, conta, inclusive, que esse é o único consenso a respeito do tema. Ou seja, apenas médicos, enfermeiros e demais profissionais de saúde precisam se preocupar com a barba.

“Dependendo de como ela for, pode acabar impedindo a vedação correta da máscara”, justifica o médico. E o acessório precisa estar bem grudado ao rosto para realmente proteger os especialistas do contato com secreções contaminadas.

Para completar, Prats lembra que é difícil realizar uma higienização adequada do rosto fora de casa e durante a rotina de trabalho. “Por isso, especificamente no caso de profissionais de saúde, a recomendação é remover a barba”, resume.

Para o infectologista Ivan França, do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, em São Paulo, embora não exista uma orientação formal para a parcela da população que não atua na área da saúde, há uma vantagem em tirar os pelos: “Isso facilita a higienização da área e reduz o hábito de colocar a mão no rosto”, pondera.

Vale lembrar que esse comportamento (tocar em nariz, olhos, boca) é contraindicado, já que eleva demais o risco de contaminação pelo novo coronavírus. Para quem deseja manter a barba, o médico sugere pelo menos apará-la.

Lavar as mãos: a melhor forma de prevenção

De acordo com Prats, quando uma informação como essa do CDC é utilizada em um contexto errado, pode gerar ansiedade e fazer as pessoas direcionarem seus esforços em medidas que não fazem tanta diferença assim. Para quem não é profissional de saúde, ele reforça que o foco deve ser na constante e correta lavagem das mãos. E no isolamento social, claro.

O recado vale para outros tipos de mensagens. Sempre que receber informações encaminhadas por redes sociais e aplicativos de bate-papo, cheque a veracidade do conteúdo. Ainda que tirar a barba não faça mal algum (e realmente facilite a higienização do rosto), outros tipos de recomendações podem ser arriscadas para a saúde.

 


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Ditador do Turcomenistão proíbe uso da palavra “coronavírus”

Sabe aquela história de que um problema não existe se você não falar dele? As autoridades do Turcomenistão parecem acreditar nisso. Em meio à pandemia do novo coronavírus, o governo do país decidiu proibir o uso do nome da doença. 

É isso mesmo. A palavra “coronavírus” não pode aparecer em publicações oficiais, notícias da mídia estatal e nem mesmo em conversas de bar. Um jornalista local disse à Radio Free Europe – um dos poucos veículos que consegue extrair informações não oficiais do país – que moradores da capital Asgabate que andavam pelas ruas de máscara ou eram flagrados falando sobre a pandemia estavam sendo presos por agentes do governo. 

As autoridades estavam distribuindo em escolas e hospitais panfletos educativos sobre a doença. Isso se manteve, mas o jornal Crônicas do Turcomenistão revela uma mudança: as palavras “coronavírus” e “Covid-19” foram substituídas por “enfermidade” e “doença respiratória”, numa aparente tentativa de suavizar a situação.

O país, governado pelo ditador Gurbanguly Berdimuhamedow, afirma que não há casos de Covid-19 em seu território. Mas o país é vizinho do Irã, que soma cerca de 44 mil infectados e quase 3 mil mortes, sendo um dos mais afetados até o momento. De toda forma, é difícil saber a verdade. O Turcomenistão ocupa o último lugar do ranking de liberdade de imprensa feito pela ONG Repórteres Sem Fronteiras (RSF), ficando atrás até mesmo da Coreia do Norte. 

Lá, quase não há imprensa livre, a internet é estritamente controlada e não é permitido acessar sites independentes. A entrada de estrangeiros também é restrita. O Turcomenistão fica na Ásia Central e tem 5,8 milhões de habitantes. 


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Obesidade e Covid-19: onde as pandemias se encontram

A pandemia da Covid-19 desafia os sistemas de saúde do mundo todo. De acordo com os últimos relatos do governo britânico, parece haver uma relação importante entre as formas mais graves da infecção pelo coronavírus e outra doença pandêmica, de alta prevalência na maioria dos países, a obesidade.

Doença crônica, progressiva e recidivante, ela atinge 600 milhões de adultos e 100 milhões de crianças ao redor do mundo, causando 4 milhões de mortes por ano. No Brasil, já acomete um em cada cinco habitantes, sendo que mais da metade da população está acima do peso normal.

A relação entre as duas doenças passou despercebida no início da epidemia, provavelmente por ser a obesidade muito menos prevalente na China que em países como o Reino Unido e os Estados Unidos.

Vários fatores aumentam o risco de pessoas com obesidade diante do novo coronavírus. O excesso de peso tem grande relação com outras doenças metabólicas, como diabetes tipo 2 e hipertensão arterial, ambas muito frequentes entre pacientes com a forma mais grave de Covid-19.

Além disso, sabemos que indivíduos obesos, com um índice de massa corporal (IMC) acima de 40 kg/m2, são mais vulneráveis às complicações da gripe comum, além de terem uma proteção diminuída contra o vírus influenza, mesmo quando vacinados.

Calcula-se que 5% dos pacientes infectados pelo novo coronavírus vão precisar de terapia intensiva (UTI), situação que agrava o desafio do paciente com obesidade grave. Faltam nos hospitais leitos apropriados para essa população, a intubação é mais difícil e frequentemente não estão disponíveis aparelhos de imagem que comportem pessoas muito pesadas. Por tudo isso, vários especialistas já consideram a obesidade uma condição de risco para a Covid-19, ao lado do diabetes e da pressão alta.

Fora das unidades de terapia intensiva, a pandemia do novo coronavírus traz outros desafios a quem está muito acima do peso. A Federação Mundial de Obesidade já emitiu um alerta sobre as medidas de isolamento social impostas na maioria dos países. Apesar de necessárias, são mais uma causa de preocupação para esse grupo de pessoas, que já convive com sérios problemas de estigmatização social e alta prevalência de depressão.

Mais do que nunca, os profissionais de saúde e gestores devem estar atentos ao combate à discriminação e ao preconceito que a sociedade impõe aos cidadãos com obesidade.

Outra potencial ameaça de agravamento dos problemas de peso é a tendência que já se começa a observar de aumento do sedentarismo e maior procura por produtos não perecíveis, como alimentos industrializados, em detrimento de frutas, verduras e legumes. Se tal comportamento perdurar por um longo período, pode dificultar o controle do peso por pessoas mais vulneráveis.

Em resumo, a realidade é que estamos diante de duas epidemias globais extremamente desafiadoras, que começam a colidir nas unidades de terapia intensiva e nos lares em confinamento ao redor do mundo.

* Dr. Walmir Ferreira Coutinho é endocrinologista, diretor do Departamento de Medicina da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio) e ex-presidente da Federação Mundial de Obesidade

** Dra. Rocio Coletta é endocrinologista e gerente médica da Novo Nordisk no Brasil


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Coronavírus: como fazer doações para ajudar contra a pandemia

O novo coronavírus atingiu o número de 800 mil infectados e deixou mais de 40 mil mortos pelo mundo. Diante da situação, e sem poder sair de casa, muitas pessoas se sentem incapazes de ajudar. 

Mas há formas de contribuir para a sociedade mesmo em épocas de pandemia. E vale qualquer ajuda para quem precisa: doações de sangue, cestas básicas e auxílio financeiro são algumas das medidas que você pode tomar para ajudar o próximo. Veja como:

No Brasil 

Fundo Emergencial para a Saúde

Ao doar para o fundo, você ajuda a Fundação Oswaldo Cruz, Santa Casa de São Paulo, Hospital das Clínicas e a ONG Comunitas. O objetivo é fortalecer o sistema público de saúde, para que toda a população receba um atendimento de qualidade. Para ajudar, clique aqui.

Central Única das Favelas (CUFA)

Muitos acreditam que os principais prejudicados no momento são os moradores de comunidades, que tiveram que parar suas atividades e, em muitos casos, não possuem reservas de emergência. Celso de Athayde, fundador da CUFA, conta que a organização abrange 650 favelas e que, nos últimos dias, estão recebendo bastante apoio. Nessa semana, conseguiram distribuir 30 toneladas de picanha em São Paulo, em parceria com a Friboi, e hoje (31), junto com a JBS e Natura, iriam doar 800 mil kits de higiene.

“Esse não é o momento de buscar heróis, mas juntar todos os seguimentos da sociedade e ajudar aqueles que sofrem historicamente os impactos da desigualdade”, defende. Celso ressalta que grande parte dos moradores estão, agora, trabalhando nos supermercados, postos de gasolina e até mesmo nas enfermarias dos hospitais. Ele acredita que os próximos dias tendem a ser ainda melhores em questão de doações. “Aumenta a tensão, aumenta a solidariedade”.

Para saber como contribuir, basta ligar para o telefone (21) 2489-7927. Outras organizações como a G10 das Favelas e a Unas Heliópolis ((11) 2272-0140) também estão recebendo doações. 

Unicef no Brasil

O Unicef está fazendo a ponte entre empresas que querem doar itens de saúde e higiene, e comunidades vulneráveis espalhadas por todo o país. Além disso, o órgão não mede esforços quando o assunto é a disseminação de informações confiáveis para a população. Todo o trabalho do Unicef depende das doações de empresas e pessoas físicas, então, caso queira ajudar, acesse esse link aqui ou ligue 0800 605 2020.

Hospital das Clínicas

O hospital, que pertence à Faculdade de Medicina da USP (FMUSP), também está recebendo doações financeiras. O objetivo é conseguir comprar equipamentos de segurança suficientes para proteger os profissionais da saúde. A campanha recebeu o nome #VemPraGuerra, e você pode ver mais detalhes aqui.

Como ajudar outros países 

O Brasil está longe de ser um dos países mais afetados pela Covid-19. Há lugares com cenários ainda mais críticos – e que também é possível ajudar.

GoFundMe

Essa vaquinha online tem com o objetivo de juntar US$ 225 mil. O dinheiro será revertido para pessoas afetadas pela doença e também para organizações de saúde que, além de tratar as pessoas, seguem pesquisando a cura para a infecção. Você pode doar clicando aqui.

Fundo de Ajuda ao Coronavírus

Lançado pela Global Giving, o fundo pretende alcançar os US$ 5 milhões. O objetivo é conseguir enviar médicos, enfermeiros, produtos de higiene e de alimentação à comunidades remotas, que estão mais vulneráveis. Aqui você consegue ter mais informações para a doação. 

Direct Relief

A organização, junto a autoridades de saúde pública, coordena ações de doação de equipamentos de saúde por todo o mundo. Apenas na China, foram mais de 800 mil máscaras e cerca de 400 mil luvas. A América do Sul, vale dizer, também recebe ajuda. Para contribuir, clique aqui

Doações de sangue

Uma forma de ajudar é disponibilizando seu tempo para doar sangue. Mas ele não irá para quem estiver hospitalizado pelo coronavírus. Pelo contrário: é para pacientes em tratamentos diversos. O problema é que, com a pandemia, as pessoas deixaram de doar devido às medidas de distanciamento social – diminuindo os estoques.

Caso esteja com receio de sair de casa, saiba que os hemocentros respeitam as medidas impostas pelo Ministério da Saúde. Além de manter o ambiente limpo, com álcool em gel disponível e cadeiras posicionadas para evitar aglomerações, os postos também estão realizando atendimento com agendamento.

É o caso da Pró-Sangue (São Paulo), Hemorio (Rio de Janeiro) e Hemoce (Ceará), hemocentros dos estados mais afetados pela Covid-19. A Pró-Sangue, por exemplo, está com os estoques de sangues do tipo O-, A- e B- em estado crítico – mas qualquer tipo sanguíneo é bem-vindo e necessário. Você pode agendar sua doação clicando aqui.

As doações no Hemorio caíram 35% devido ao surto de coronavírus. Caso queira realizar agendamento para lá, basta ligar para 0800 282 20211-030. O hemocentro carioca deve começar nesta quarta-feira (1) a realizar coletas dentro de condomínios da capital. Vale ficar de olho para ver se a ação chegará onde você mora.

Enquanto isso, no Ceará, houve queda de 30% das doações desde que surgiu o primeiro caso da doença no estado. Saiba aqui como ajudar.

Faça sua parte

Além de todas as formas de ajudar, há uma ainda mais importante: respeitar as medidas do Ministério da Saúde. Caso você não seja idoso, é permitido sair para realizar atividades básicas, como ir ao mercado, farmácia ou mesmo visitar um hemocentro – mas não se esqueça de ficar a um metro de distância de outras pessoas. No mais, fique em casa.

É preciso também manter a higienização das mãos com água e sabão. O álcool em gel é importante, mas seu uso é mais recomendado para quando não houver uma pia por perto. 


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