Eu sou Pedro, tenho 27 anos. Trabalho no banco Bradesco como programador web há 3 anos. Inicie como estagiário e fui efetivado após 1 ano de empresa. Sou bastante determinado, organizado e flexível. Pratico natação e tenis duas vezes por semana. Adoro viajar com a namorada para lugares que tenha praia. Tenho bastante interesse por aviação e não dispenso um bom prato de lasanha. Meu blog https://pedrocavalcantiprogramador.blogspot.com/
A crise de Covid-19 continua – e parece que nenhum lugar nos deixa esquecer isso. Olhe ao seu redor: jornais, redes sociais…O coronavírus dá as caras até no streaming, onde séries e músicas relacionadas de alguma forma à pandemia e isolamento estão em alta.
O assunto, claro, é sério, e merece todas as atenções. Mas psicólogos e especialistas vêm dizendo o quão importante também é saber a hora de desligar o radar para as notícias – um alívio para a nossa saúde mental, evitando ansiedade ou qualquer tipo de problema que o confinamento pode trazer.
O objetivo aqui é justamente ajudar você a se distrair com boas histórias reais. Ficções também são ótimas aliadas, mas resolvemos dar um passo a mais: da culinária ao esporte, do cinema ao sexo, sete opções de documentários que mostram que o mundo vai muito além da pandemia.
Se você abriu o catálogo da Netflix recentemente, é provável que tenha se deparado com essa série documental entre os destaques. Não à toa: a produção reconta a trajetória de Michael Jordan e o Chicago Bulls, que nos anos 1990 conquistaram seis títulos da NBA.
Sob o comando do técnico Phil Jackson, Jordan e outras estrelas, como Scottie Pippen e Dennis Rodman, formaram o que muitos consideram uma das melhores equipes de todos os tempos – não só do basquete, mas do esporte em geral.
Arremesso Final foca na temporada de 1997-1998, e reúne uma série de vídeos de bastidores que, até então, nunca havia sido exibida. Além disso, a produção possui dezenas de entrevistas, que servem para contar a história completa de Jordan e seus companheiros de time. Material de primeira.
Dica: se você gostou da série, vale a pena dar uma olhada em um mini-documentário da ESPN sobre o Detroit Pistons, outro time da época e que rivalizava com os Bulls.
Super Size Me 2
<span class="hidden">–</span>Netflix/Divulgação
Onde? Amazon Prime Video
O primeiro filme, Super Size Me, de 2004, já virou um clássico: o cineasta Morgan Spurlock se propõe a comer apenas McDonald`s, em todas as refeições, durante um mês. Em meio a essa jornada nada saudável, Morgan expôs os podres da indústria de fast-food.
13 anos depois, em 2017, veio a continuação. Desta vez, o diretor foi além, e narrou a abertura da sua própria lanchonete. Com humor ácido e muita ironia, ele analisa cada etapa da cadeia, da engenharia genética para criar super frangos aos truques de marketing na hora de vender comidas “saudáveis”. As duas obras estão no catálogo do Prime Video.
Jiro Dreams of Sushi
<span class="hidden">–</span>Netflix/Divulgação
Onde? Netflix
Jiro Dreams of Sushi é frequentemente colocado nas listas de melhores documentários dos últimos anos. O filme acompanha a vida de Jiro Ono, um senhor de 85 anos que comanda um premiado restaurante de sushi em Tóquio.
O Sukiyabashi Jiro é minúsculo, mas ostenta três estrelas no Guia Michelin – a avaliação mais alta que um restaurante pode receber. O filme mostra também a relação de Jiro com seus dois filhos, que também são sushi chefs. Uma história interessante sobre família, memória e legado.
Na época da Segunda Guerra Mundial, cinco grandes diretores de cinema dos EUA viajaram até a Europa para retratar, em vídeo, o que estava acontecendo no front de batalha.
As imagens que John Ford, Frank Capra, William Wyler, John Huston, e George Stevens captaram se tornaram registros valiosos daquele período. A série traz, ainda, cinco novos diretores para comentar esse episódio: Steven Spielberg, Guillermo del Toro, Paul Greengrass, Francis Ford Coppola e Lawrence Kasdan.
Quer mais um motivo para ver? A narração é da atriz Meryl Streep, que recebeu um Emmy pela sua perfomance – sim, existe um Emmy para narração.
<span class="hidden">–</span>Quincy Jones archive/Reprodução
Onde? Netflix
Pense em alguém que trabalhou por anos ao lado de Michael Jackson, concebeu uma das músicas mais famosas de todos os tempos (We Are Te World), colaborou com dezenas de outros artistas, como Ray Charles, Count Basie e Duke Ellington – e se envolveu até na série Um Maluco no Pedaço.
Esse cara é Quincy Jones, uma das figuras mais emblemáticas da música do século 20. A vida do músico, empresário e produtor é retratada com maestria nesse documentário da Netflix.
Explicando…O Sexo
<span class="hidden">–</span>Netflix/Divulgação
Onde? Netflix
A série Explicando, feita em parceria com o portal Vox, é um dos maiores acertos da Netflix: vídeos de 20 minutos que, recheados de infográficos e animações, destrincham qualquer tipo de assunto, de desigualdade social ao críquete.
Explicando…O Sexo é um especial em cinco episódio sobre o mais universal dos assuntos não-discutidos. Fala sobre fertilidade, controle de natalidade e a ciência por trás da atração e das fantasias sexuais.
Edifício Master
<span class="hidden">–</span>Netflix/Divulgação
Onde? Looke, YouTube
O representante brasileiro da lista foi lançado em 2002 por Eduardo Coutinho, considerado um dos maiores documentaristas da história do país. O documentário narra o cotidiano de dezenas de moradores do prédio que dá nome ao filme, localizado em Copacabana, no Rio de Janeiro.
Da simplicidade da ideia, saem histórias emocionantes e divertidas dos entrevistados. Uma ótima maneira de conhecer o trabalho de Coutinho, que morreu em 2014.
O número oficial de mortes atribuídas ao coronavírus (Sars-CoV-2) que você vê todo dia nos noticiários é o do total de pessoas com diagnóstico confirmado de Covid-19 que vieram a óbito. Embora isso pareça lógico, alguns cientistas afirmam que esse método minimiza consideravelmente o impacto da pandemia, o que comprometeria medidas de saúde pública. Entre eles está o epidemiologista Paulo Lotufo, professor da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, que entrevistamos com exclusividade.
Há vários motivos que justificam o alerta de Lotufo. O primeiro: os testes que confirmam o diagnóstico dessa doença costumam ser receitados para quem apresenta sintomas respiratórios. “Mas o tempo foi mostrando que o coronavírus pode afetar o coração e causar trombose, que leva ao AVC, e insuficiência renal”, diz Lotufo. Em outras palavras, algumas das mortes por essas razões, embora provocadas por esse agente infeccioso, não estariam entrando na conta.
Além disso, há uma dificuldade de obter testes para avaliar todos os pacientes internados com sintomas que sugerem a presença do coronavírus. Por fim, a sobrecarga imposta pelo Sars-CoV-2 ao sistema de saúde pode provocar mortes por falta de assistência básica ou por medo de ir ao hospital, o que também não é computado nas contas dos governos.
Um estudo publicado no periódico científico The New England Journal of Medicine ressalta esse último ponto. Ao analisar dados de 15 hospitais da Itália entre 20 de fevereiro a 31 de março de 2020, os pesquisadores notaram uma média de 13,3 admissões por dia em decorrência de infarto. O número é 30% menor em relação ao mesmo período de 2019.
Como a quantidade de ataques cardíacos tende a ser constante entre os anos, essa redução indica que menos gente com infarto está chegando aos hospitais — seja por falta de ambulância ou leitos, seja por receio de ir para um ambiente onde o risco de infecção por coronavírus é maior. E, de novo, isso não fica registrado nos números oficiais de mortes atribuídas à pandemia.
Qual a proposta de Paulo Lotufo e de outros especialistas para realmente enxergar o impacto da Covid-19? Comparar, semana a semana, a mortalidade em geral de 2020 com a de anos anteriores, quando o coronavírus não assolava a população.
“Se você excluir as mortes violentas, como as de acidentes de carro, o padrão de mortalidade é muito parecido de um ano para o outro”, revela Lotufo. Ou seja, um crescimento anormal de falecimentos certamente teria a ver com a pandemia, direta ou indiretamente. Essa estratégia foi defendida em um artigo publicado no The Lancet.
Para ter ideia, um cálculo feito pelo jornal Financial Times estima que o número de mortes pode ser 60% maior do que o reportado oficialmente. A Organização Mundial da Saúde contabilizou 224 172 óbitos causados pelo vírus em questão até o 1º de maio.
Confira, a seguir, as ponderações de Lotufo sobre esse cálculo que estima o excesso de mortes por semana. Na entrevista, ela também traz suas impressões sobre a realidade brasileira e o que devemos esperar nos próximos dias:
SAÚDE: Como o seu trabalho mudou após a pandemia?
Paulo Lotufo: eu sou médico e professor da Faculdade de Medicina da USP. Tenho responsabilidades tanto na parte assistencial como no hospital universitário e também na pesquisa. Quando começamos a ver, no início de março, como a situação estava séria, tivemos que tomar atitudes sérias.
Começamos a desativar os centros de pesquisa, levando as pessoas para trabalhar em casa. Essa foi a primeira atitude. Enquanto isso, na parte assistencial o pessoal foi se preparando para enfrentar a pandemia no front.
Aí, o meu médico determinou que eu deveria entrar em isolamento total, pela idade e por condições de saúde. Eu não poderia ficar na linha de frente. Para mim foi doloroso, porque você sempre quer estar lá. Mas eu tive que entender. Desde então, eu me encontro em casa e trabalhando. Acho que agora trabalho mais do que em dias normais.
No Twitter, o senhor escreveu que “os grandes epidemiologistas do momento são os coveiros e os escrivães”. Por quê?
Houve uma interpretação de que a Covid-19 seria mais uma espécie de gripe. Ela basicamente iria atingir o sistema respiratório alto e eventualmente causar uma pneumonia. Era isso o que estava sendo pensado no início.
Mas o tempo foi mostrando que o coronavírus atinge não somente o sistema respiratório, mas tudo. Ele pode afetar o coração, causar trombose, que leva a AVC, insuficiência renal… A revista Science, em um editorial, disse que o vírus atacava da ponta do cabelo ao dedão do pé. É uma hipérbole, mas mostra que há um impacto muito maior.
Aí começou a se observar um número excessivo de mortes em 2020, mesmo considerando os óbitos reportados por sintomas respiratórios. E não é brincadeira: quem chamou atenção para isso foi o pessoal de serviço funerário de vários países. “Nossa, estamos enterrando muito mais gente”.
E estavam enterrando mais gente do que o normal mesmo considerando os cadáveres com morte confirmada por Covid-19. Aí começou uma pesquisa em todos os lugares do mundo. E conseguimos comprovar também aqui em São Paulo que realmente há um excesso de mortalidade atribuído a essa pandemia.
Se você excluir as mortes violentas, como as de acidentes de carro e outras coisas, o padrão de mortalidade é muito parecido de um ano para outro. E há uma periodicidade. A doença cardiovascular, que mais mata, tem um pico de mortes em junho e julho. E o que vimos agora foi um aumento imenso e precoce dessas mortalidades cardíacas.
Então esses relatos de cemitérios sendo ampliados desenham uma situação mais grave do que os números oficiais mostram?
Quando você vê tudo que se passou na Itália, em Nova Iorque, você vê a gravidade. Para mim, o exemplo mais terrível foi em Guayaquil, no Equador. As pessoas não tinham onde enterrar. E agora temos Manaus em uma situação terrível, Rio de Janeiro com imagens fortes. Vamos passar um período muito duro e triste, de perda de muita gente.
Qual a magnitude da subestimação de mortes então?
Isso vai variar no tempo e de local para local. Eu posso dizer que, para São Paulo, você teria que multiplicar o número de mortes confirmadas por 1,7 para chegar ao dado real [um aumento de 70%].
Quais as vantagens teríamos se adotássemos esse método de acompanhar a pandemia pelo excesso de mortalidade geral?
A grande discussão do momento é como fazer pra sairmos dessa situação. Sairmos do isolamento. Eu acho que trabalhar com o excesso de mortalidade seria um ótimo indicador. Estava vendo dados da Itália e Espanha. Eles estão tendendo para chegar a um padrão normal de mortalidade. Esse seria o momento de começar a pensar em flexibilizar. Mas esse é só um fator que deveria influenciar nessa decisão.
O outro é a quantidade de leitos disponíveis para o atendimento da insuficiência respiratória aguda provocada pelo coronavírus. Porque a batalha está sendo ganha na prevenção, via isolamento, e no tratamento adequado da doença. Onde há estrutura, há menor mortalidade.
Há desafios de avaliar a situação por excesso de mortalidade?
Os dados sobre mortalidade deveriam estar disponíveis e serem analisados no dia a dia. As pessoas acompanham como está o valor do dólar, a bolsa. Um monte de gente que não vai viajar ou comprar dólar acompanha isso aí, mas a gente desconhece nossas taxas de mortalidade. Eu já vi prefeito que não tinha a mínima ideia de quais são os números de morte na cidade dele.
E não é tão difícil. É um dado fácil de obter. Outro dado importante é o de internações. Mas esses números não são tão simples de conseguir, por qualquer doença. O número de mortes é muito mais fácil.
Como o senhor vê os relatos de que teria muita gente morrendo em casa por medo de ir ao hospital, mesmo quando apresenta sintomas sérios?
Eu acho que é bem provável que isso esteja acontecendo. Não dá para ter certeza, mas é provável. Isso você conseguiria inferir por meio dos atestados de óbito. Porque esse documento mostra o local onde ocorreu a morte: se foi no hospital, se foi na rua, se foi em casa, se foi no IML. Aí você compara com outras datas equivalentes. Não é um dos dados mais consolidados, mas daria para ver, sim.
O Brasil está adotando uma postura de regionalizar o isolamento social. Um lugar faz, o outro não faz. Isso é positivo?
Tem gente que acha que o vírus respeita fronteira, bate continência para general, respeita hierarquia. Ele não respeita nada. Tem que ter um controle global. O governo federal fica falando de ser um país muito grande, que justificaria essa regionalização. Mas justamente por ser muito grande precisaríamos ter muito cuidado.
Veja o que está acontecendo com duas cidades: Belo Horizonte (MG) e Blumenau (SC). O prefeito de Belo Horizonte vem sendo atacado por estar muito rigoroso. E o pessoal fala: “mas aqui não está tendo caso”. Mas é justamente por isso!
Aí, em Blumenau, eles flexibilizaram e, em poucos dias, dobrou o número de casos. O que está acontecendo em Santa Catarina vai transbordar para São Paulo de novo, vai descer para o Rio Grande do Sul, vai chegar à Argentina, que está fazendo um trabalho muito bom.
Na maioria do planeta, não há discussão sobre se devemos ou não isolar a população na fase aguda da epidemia. Isso é consensual. Mas aqui há um debate acalorado sobre a necessidade disso.
Tudo isso se chama Jair Bolsonaro. Se não existisse Jair Bolsonaro na presidência, estaria todo mundo unido. O presidente da Argentina, Alberto Fernández, foi eleito com margem estreita, oposição forte, e uniu o país rapidamente. Ele vai na TV, mostra os gráficos, mostra como estão bem melhores do que a gente.
É bastante comprovado que os locais que mais votaram no Bolsonaro são os locais onde estão fazendo menos isolamento.
A primeira semana de maio tem sido colocada como o possível pico de casos. O senhor concorda com isso?
Olha, eu vou ser esperto. Eu vou falar do pico depois que ele passar. Não tem base para a gente fazer essa projeção específica. Se você for anotar o que todo mundo projetou de quando seria o pico, vai ficar chato. (risos)
E isso segue a mesma lógica sobre quando relaxar as medidas de isolamento. Precisamos acompanhar os dados.
O que seria da quarentena sem a música? O repórter que vos fala anda trabalhando ao som de Iggy Pop todos os dias – é o único jeito de fazer o home office render. É de se imaginar que as pessoas que estão cumprindo o distanciamento social busquem músicas animadas no Spotify para não se entregar de vez à melancolia doméstica. Mas não é bem assim.
Há quem queira consumir conteúdo sobre a desgraça em vez de afastar a cabeça dela. Por exemplo: a série de documentários Pandemia, da Netflix, foi produzida antes da covid-19 e foca no vírus da gripe. Mesmo assim, sua audiência disparou para o top 10 do serviço de streaming após o coronavírus começar sua cruzada microscópica. A finalidade não é apenas se informar: vírus e bactérias, como os serial killers de dramas policiais, geram fascínio sobre nós.
Algo parecido está rolando no Spotify. Alguns sons deprê que foram hits nas décadas passadas voltaram às caixas de som. A revista Rolling Stone americana analisou dados gerados pelo Spotify, o Deezer e outros serviços usados para consumir música em busca de picos inesperados entre 12 de março e 23 abril. E encontrou o equivalente musical de assistir Pandemia em plena Pandemia.
O clássico “It’s the end of the world as we know it (and I feel fine)”, do REM, foi reproduzida 5,6 milhões de vezes no período analisado, um aumento de 110%. O título da canção se traduz por algo como “É o fim do mundo como conhecemos (e eu me sinto bem)”. De fato, o deboche começa logo no primeiro verso, que comemora um terremoto. Depois, Michael Stipe comenta o problema malthusiano da superpopulação, mencionando brevemente jornalistas desesperados. E pensar que em 1988, quando a música foi lançada, a Terra tinha “apenas” 5 bilhões de habitantes.
Em “Don’t stand so close to me” (“Não fique tão perto de mim”), do Police, Sting canta sobre um relacionamento um tanto suspeito entre um professor e sua aluna. A música tem uma melodia razoavelmente feliz, mas o conteúdo é uma versão pós-punk da Lolita de Vladmir Nabokov. O aumento de 81% nos streams, porém, indica que os ouvintes de 2020 estão interessados no título – que não precisa se referir a um quarentão tarado, é claro. Pode perfeitamente representar o que você diz à sua avó idosa para evitar que ela te abrace em pleno coronavírus.
Se você não anda no melhor dos estados de espírito, é uma péssima ideia ouvir Joy Division – uma banda tão melancólica que acabou com o suicídio do vocalista Ian Curtis em 1980. Muita gente não seguiu o conselho: “Isolation” (“Isolamento”), canção de título autoexplicativo, viu suas reproduções aumentarem 112%. “Mãe, eu tentei, acredite em mim. Estou fazendo o melhor que posso. Eu tenho vergonha das coisas pelas quais passei. Tenho vergonha da pessoa que eu sou.”
Nem tudo são lágrimas, é claro. “Rise up” (“Levante-se”) de Adria Ray bateu 13 milhões de streams no período analisado, um aumento de 307% para o hit de cinco anos atrás. “Tudo que precisamos é esperança, e para isso temos um ao outro”, afirma a cantora em um tom de quem não desiste raro nesta lista. Há porém, quem não considere que um outro qualquer baste, e esteja em busca de um herói: “Hero”, de Mariah Carrey, está com 1,7 milhão de streams. Avisamos, porém, que os versos não falam de vacinas?
Importante mesmo, nessas horas, é o colo de mãe: a deliciosa “O-o-h child”, gravada em 1971 pelo grupo soul The Five Stairsteps como um hino de esperança para o movimento por direitos civis nos EUA, foi ressignificada em tempos de covid: “Um dia nós andaremos em belos raios de Sol, um dia, quando o mundo for muito mais brilhante.” Foi um aumento de 72% nas vendas – e a Rolling Stone nem considerou os covers de Nina Simone e Hall & Oates, ainda mais famosos que a versão original.
A pandemia está sendo usada pelos cinéfilos para pôr em dia aquela enorme lista de clássicos cult que eles precisam assistir para fazer comentários inteligentes por cima de um copo de uísque (ou um litrão de cerveja ligeiramente mais hipster). Um deles sem dúvida é Donnie Darko, cujo roteiro mais lembra uma pintura de Dali, e cuja trilha sonora eternizou a canção “Mad world” (“Mundo louco”), do Tears for Fears – cujas vendas unitárias dobraram durante a pandemia.
Poucas canções são tão caseiras quanto “So far away” (“Tão distante”) da diva soft rock Carole King – cujo álbum mais célebre, Tapestry (1971), tem na capa uma foto da compositora com calças boca de sino, sentada na janela de casa com um gato. Uma imagem que cai super bem com os versos “Seria ótimo ver seu rosto na minha porta, não ajuda saber que você está tão distante”. E ajuda a explicar porque a popularidade da faixa aumentou 74%. Ah, o crush. Essa coisa que existe em uma casa – e você, em outra.
No século 13, após a conversão dos vikings, o último trecho da Europa a não dobrar os joelhos a Cristo era a região do Mar Báltico, numa faixa que ia da atual Alemanha até a Finlândia. Sua mitologia tinha alguns aspectos em comum com a dos vizinhos nórdicos, como Perkunas, espécie de Thor báltico. Esses povos viviam de forma tribal, sem alfabeto, organização militar ou fortificações — alvos fáceis, enfim, para a agressão dos poloneses, russos, alemães e até mesmo os nórdicos recém-convertidos, para quem a ideia de “cruzada” significava entrar nos barcos longos e saquear os pagãos, como nos velhos bons tempos vikings.
A partir de 1193 e por quase 200 anos, várias guerras santas foram convocadas contra os politeístas, sob o comando dos Cavaleiros Teutônicos, que usavam elmos com chifres, parecendo demônios que lutavam por Cristo.
Os bárbaros não tiveram a menor chance. Exceto por um grupo deles: os lituanos, que passaram a conquistar e unificar os vizinhos, formando o grão-ducado da Lituânia, o último país politeísta da Europa. Só foram se converter em 1387, após o casamento do grão-duque Jogaila com a rainha Edviges da Polônia.
Confira ao lado os principais deuses dos bravos e teimosos lituanos, que tinham correspondentes entre os povos vizinhos. E que explicam por que eles foram tão resistentes em abandoná-los.
Dievas
Deus da criação
Chefão dos deuses, era o responsável pela criação. Um dia, Dievas encontrou uma criatura que não se lembrava de haver inventado. O deus perguntou de onde havia vindo, mas ela não sabia responder. Então ele se lembrou que havia cuspido no chão, e o resultado estava lá: a humanidade, cuspida e escarrada.
Outra versão do mito dizia que Dievas estava lavando o rosto e uma gota espirrou para longe. Curiosamente, o maior dos deuses estava aposentado: não havia altares para Dievas, pois os lituanos acreditavam que ele não intervinha mais no mundo.
Zemyna
Deusa da terra
Esposa de Perkunas, representava a fertilidade do solo, que era obtida com as chuvas mandadas pelo marido. Assim, todas as coisas vivas eram nutridas por ela. Era uma das mais populares divindades lituanas, chamada frequentemente por diminutivos, de forma carinhosa. Os agricultores costumavam beijar o chão enquanto faziam rezas para Zemyna. Era relembrada tanto em casamentos, por associação à fertilidade, quanto em funerais, já que todo mundo volta para a terra um dia.
Velnias
O Diabo
Enquanto Perkunas vivia nos céus e representava tudo o que havia de bom e nobre nos deuses, Velnias se escondia no subsolo, embaixo de pedras, tentando fugir dos raios disparados por seu adversário. Tentava levar os humanos para o mau caminho, enganando-os com promessas de riqueza, beleza ou poder. Muitos aceitavam fazer um pacto com Velnias, geralmente para ver suas intenções voltadas contra eles.
Perkunas
Deus do trovão
Filho de Dievas, o chefe dos deuses, morava numa montanha tão alta que tocava os céus, e andava por aí numa carruagem voadora puxada por bodes — o barulho das rodas seria a causa dos trovões. Carregava consigo machados e flechas — os raios — para enfrentar seu maior inimigo, Velnias. Na Terra, ele era representado por carvalhos, que eram adorados como árvores sagradas.
Na tentativa de conversão, os padres chegavam com o machado em mãos para cortar essas árvores e provar que Perkunas não tinha poder. Geralmente não terminava muito bem para eles. Mas menos ainda para os pagãos, pois assassinar padres era desculpa para cruzadas.
<strong>Perkunas parecia com uma versão mais velha de Thor.</strong>Índio San/Superinteressante
Saule e Menuo
O Sol e a Lua
Para os lituanos, assim como para os vikings, o Sol era mulher e a Lua, homem. Eram um casal problemático. Menuo, a Lua, era infiel, e se apaixonou por Ausrine, a Estrela da Manhã — o planeta Vênus. Ausrine era filha de Saule, de outro casamento. Como castigo, Perkunas retalhou Menuo com seu machado, mas ele acabava sempre esquecendo a lição e se recuperava todo mês, para ser cortado novamente. Daí vinham as fases da Lua.
O casal acabou divorciado, mas ambos insistiam em ver sua filha, Zemyna, a Terra. Ambos faziam isso em suas carruagens — a dela, puxada por cavalos dourados, a dele, por cinzas. Menuo, aliás, é preguiçoso e às vezes não aparece. Essas são as noites de lua nova.
Laima, Karta e Dekla
Deusas do destino
O triunvirato de irmãs, às vezes chamadas de “as Laimas”, decidia o destino dos seres humanos, desde a gestação até a morte. Laima cuidava dos fetos, Dekla das crianças, e Karta dos adultos. Quando um nascimento estava por ocorrer, as três faziam previsões sobre o destino da criança, mas Laima tinha a palavra final, e era também quem decidia sobre a data de morte. Por isso, era a mais popular das três.
O trio de deusas, assim como a bondosa Zemyna, era visto como o combustível para a ferocidade lituana nas batalhas. Por isso, seu politeísmo resistiu tanto, de forma similar ao que ocorria com os vikings e sua mitologia. A religião dos lituanos era fatalista: como seu destino, assim como os dos inimigos, já estava traçado, eles se entregavam à batalha sem temor.
É possível que a lista de sintomas causados pelo coronavírus (Sars-CoV-2) ganhe mais um item. Estudos pequenos e relatos de médicos sugerem que alguns pacientes acometidos pela Covid-19 podem apresentar problemas na pele.
Um dos comunicados mais recentes sobre o tema foi escrito por pesquisadores italianos no Journal of the European Academy of Dermatology. Eles afirmam ter encontrado alterações dermatológicas em 20% de um grupo de 88 italianos infectados pelo coronavírus.
A maioria possuía manchas e lesões avermelhadas, chamadas de exantema ou rash cutâneo. Erupções parecidas com as do sarampo foram detectadas em um dos participantes, e outros três manifestaram urticária.
“Dedos do pé de Covid”
De olho nesses e em outros relatos, a Associação Americana de Dermatologia está pedindo informações aos médicos sobre manifestações cutâneas do novo coronavírus A entidade declarou ao site USA Today que já recebeu mais de 300 contribuições — e uma parte considerável descreve uma alteração peculiar, apelidada de “dedos do pé de Covid”.
Trata-se de um fenômeno observado em alguns países, principalmente em crianças e pessoas mais jovens, em que os dedos dos pés ficam avermelhados e até arroxeados. Alguns descrevem ainda sensação de ardência na área. A lesão some em poucos dias e não parece relacionada à gravidade da doença.
Em comunicado, o Sindicato Nacional de Dermatologistas e Venereologistas da França destaca que seus associados também têm notado, nos indivíduos infectados com Sars-CoV-2, manchas escuras parecidas com as de queimaduras de frio, com ou sem males respiratórios associados. Outros portadores exibiriam sinais passageiros de urticária.
Até agora, dois relatos oficiais de “dedos do pé de Covid” foram publicados em periódicos científicos: um jovem de 23 anos e um adolescente italiano de 13. Ou seja, estamos falando de uma suspeita inicial a ser investigada.
Entre as limitações, há o fato de os estudos serem pequenos e com falhas metodológicas. As publicações disponíveis até agora são relatos de caso e cartas ao editor — quando os pesquisadores trazem um resultado sem mostrar o trabalho na íntegra ou submetê-lo a colegas isentos para uma checagem.
A SBD também destaca a ausência de imagens ou biópsias que comprovem a relação e permitam a avaliação aprofundada das lesões. Não dá para afirmar se elas aparecem antes ou depois dos sintomas clássicos — ou mesmo por causa de medicamentos e outras infecções coexistentes.
Conclusão: apesar das suspeitas, sintomas na pele não são considerados indícios de Covid-19 por enquanto. De qualquer maneira, a SBD pede aos médicos e dermatologistas que documentem com precisão as possíveis lesões observadas em vítimas do coronavírus para entender melhor a relação entre uma coisa e outra.
Um experimento inusitado foi conduzido com 92 funcionários de uma faculdade alemã e de outra australiana. Por cinco dias, eles usaram acelerômetros — equipamentos que medem quaisquer movimentações. Em paralelo, responderam a questionários sobre o humor diretamente pelo celular, dez vezes ao dia.
Com esses dados em mãos, cientistas concluíram logo de cara que se levantar da cadeira deixa as pessoas mais animadas e menos estressadas.
“Mas nossa metodologia também permitiu verificar o potencial de diferentes padrões de quebras no comportamento sedentário”, destaca Marco Giurgiu, líder do trabalho e especialista em ciências do esporte no Instituto de Tecnologia de Karlsruhe, na Alemanha. “É um ponto de partida para criar recomendações precisas sobre como contra-atacar o tempo sentado”, completa.
De acordo com a investigação, quanto maior a frequência dos intervalos, maior a disposição — Giurgiu sugere se erguer a cada meia hora no serviço. Outra coisa importante: o ganho de energia é maior se você não só se levantar como caminhar um tanto.
O artigo só não conseguiu desvendar qual a quantidade ideal de minutos que precisaria ser destinada a cada pausa.
A mesma pesquisa revela que quebrar os períodos de marasmo em casa eleva ainda mais o estado de espírito. Há dúvidas sobre o que justificaria a descoberta, mas se especula que as razões para sair do comportamento sedentário no lar sejam especialmente divertidas.
Pense bem: você relaxa mais ao molhar suas plantas e alimentar seus bichos ou ao buscar uma cópia na impressora?
As campanhas publicitárias são valiosas para engajar o público e converter vendas.
Afinal, quem não se lembra de algumas das mais notáveis propagandas e comerciais de TV?
Nem todas elas são uma Brastemp, é claro, mas, por meio das estratégias corretas, é possível alcançar o sucesso.
Pois é, elas são essenciais pois permanecem no subconsciente do consumidor durante um longo tempo.
Com resultados imediatos e também no longo prazo, servem aos mais variados objetivos.
Quer saber o que é esse recurso e conhecer algumas das mais criativas no Brasil e no mundo?
Então, continue a leitura.
Neste texto, falo sobre as principais campanhas publicitárias já criadas e o que faz elas serem tão especiais.
Vamos em frente?
O que é uma campanha publicitária?
Campanha publicitária é o termo utilizado para se referir a um conjunto de ações planejadas, executadas e medidas com o objetivo de divulgar produtos, serviços e projetos. Normalmente, são marcadas pela criatividade dos profissionais envolvidos e visam alcançar um grande público por meio da divulgação paga ou orgânica.
Ou seja, trata-se de uma atividade comercial com finalidades de marketing.
Elas são muito utilizadas para divulgação de iniciativas específicas, muito embora possam abraçar mais de um objetivo.
Podem ser tanto curtas quanto longas, dependendo de sua função definida na etapa de planejamento.
Existem muitas variáveis que compõem campanhas publicitárias.
Mas, em um âmbito geral, todas elas possuem três componentes essenciais.
O primeiro deles é o objetivo.
Em outras palavras, metas que servirão para a medição do sucesso ou fracasso da campanha.
Geralmente, são representados por indicadores numéricos.
O segundo é o orçamento.
O dinheiro gasto é limitado.
Com ele, tenta-se extrair o máximo potencial com o menor uso de recursos.
Por fim, temos o prazo.
Uma campanha publicitária tem data para início e término.
Assim, verifica-se sua performance durante o período estabelecido.
É possível, inclusive, estabelecer comparativos com outras campanhas para avaliar o desempenho.
Quais são os tipos de campanhas publicitárias?
Campanhas publicitárias servem para os mais diversos objetivos.
Por conta disso, não existe uma regra para definir todos os tipos utilizados.
No entanto, há aqueles aplicados em boa parte das vezes.
Vamos conhecê-las a seguir.
Campanhas publicitárias institucional
O tipo mais comum de campanha publicitária é a institucional.
Nesse caso, o objetivo é divulgar uma marca, seja ela pessoal, de produtos ou serviços.
Campanhas publicitárias sociais
As campanhas publicitárias sociais são voltadas a causas diretamente conectadas à população.
São muito utilizadas tanto no meio corporativo quanto no governamental.
Campanhas publicitárias políticas
Outro tipo muito popular são as campanhas políticas.
Normalmente, ganham muita força durante o período eleitoral.
Vale lembrar que existem muitos outros tipos de campanhas publicitárias, como a educativa, a promocional e a de sustentação.