sexta-feira, 3 de janeiro de 2020

Netflix pode emplacar um terço dos indicados a Melhor Filme no Oscar

O que O Irlandês, História de um Casamento Dois Papas têm comum? Os três longas foram produzidos em 2019 pela Netflix, e todos eles possuem boas chances de aparecer na disputa do Oscar.

A edição deste ano do prêmio, que acontecerá no dia 09 de fevereiro, pode ser a decisiva para quebrar, de uma vez, a barreira entre o cinema e o streaming – algo que, para alguns diretores consagrados, ainda não é totalmente aceito. A confirmação virá no dia 13 de janeiro, quando a Academia de Artes e Ciências Cinematográficas, responsável pela entrega do Oscar, anunciará os indicados de 2020.

A trajetória da Netflix no Oscar começou de forma tímida em 2014 com The Square, documentário sobre as manifestações no Egito durante a Primavera Árabe, em 2011. No ano seguinte, Virunga conseguiu uma indicação para Melhor Documentário. Em 2016, a Netflix emplacou outras duas produções nessa categoria: What Happened, Miss Simone? e Winter on Fire. Naquele ano, Beasts of no Nation poderia ter sido a primeira ficção da empresa a aparecer no Oscar, mas acabou esnobado (apesar das críticas positivas).

Em 2017, outras três indicações: Melhor Documentário (A 13ª Emenda) e Melhor Documentário em Curta-Metragem (Extremis e Os Capacetes Brancos, que acabou levando a estatueta). Em 2018, além do Oscar para o documentário Icarus, Mudbound: Lágrimas Sobre o Mississippi se tornou o primeiro longa de ficção da Netflix a entrar no Oscar. Disputou quatro categorias: Roteiro Adaptado, Fotografia, Canção Original  e Atriz Coadjuvante (Mary J. Blige).

Antes de Roma/Depois de Roma

Mesmo com essas conquistas, o verdadeiro pontapé da Netflix no Oscar veio em 2019. Roma, drama mexicano de Alfonso Cuarón, foi indicado a dez categorias, incluindo Melhor Filme. Levou três: Filme Estrangeiro, Fotografia e Direção – todos para Cuarón (que deve ter comprado uma prateleira extra depois dessa noite). Apesar de não ter levado o prêmio principal, o longa, sem dúvida, foi um dos destaques do ano.

Um dos candidatos a reprisar o sucesso de Roma é O Irlandês. A Netflix investiu grana de filme blockbuster (mais de US$150 milhões) para que o diretor Martin Scorsese (Taxi Driver, Touro Indomável) juntasse Robert De Niro, Al Pacino e Joe Pesci em uma história de máfia que se passa ao longo de quatro décadas. Boa parte desse dinheiro foi para as (ótimas) maquiagens digitais, que rejuvenesceram os atores (e que pode ser lembrada na categoria de Efeitos Visuais).

O filme acabou virando meme por conta de sua extensa duração (3h30min), e pelas declarações de Scorsese sobre filmes de super-heróis. Mas isso não afetou a qualidade da produção, que já conquistou importantes prêmios, como o National Board of Review e o New York Film Critics Circle Award. Além disso, está indicado em diversas categorias no SAG (premiação do Sindicato dos Atores) e no Globo de Ouro, que acontece no próximo domingo (6).

Mas ele não é o recordista de indicações nesta edição do Globo de Ouro. Este título pertence ao seu “companheiro de equipe”, História de um Casamento, que consquistou uma a mais (seis), incluindo Melhor Drama (assim como O Irlandês). Dirigido por Noah Baumbach, o filme conta a história de um casal em processo de divórcio, e impressionou os críticos pelo roteiro simples e, ao mesmo tempo, profundo, e pelas atuações de Adam Driver (o Kylo Ren de Star Wars) e Scarlett Johansson (a Viúva Negra dos Vingadores).

As indicações de ambos são praticamente certas. História de um Casamento estreou em agosto no Festival de Veneza e, de lá pra cá, já venceu prêmios como o Gotham Awards, entregue em Nova York para produtores de filmes independentes, e foi incluído em listas de melhores filmes do ano, como a da American Film Institute e da revista americana Time.

Façanha histórica

O terceiro candidato da Netflix corre por fora. Dois Papas foi dirigido pelo brasileiro Fernando Meirelles, que já concorreu a melhor diretor no Oscar por Cidade de Deus. Seu novo filme imagina os diálogos que podem ter acontecido no Vaticano entre os papas Bento XVI e Francisco, antes da renúncia do primeiro, em 2013. No Globo de Ouro, foi lembrado em quatro categorias: Drama, Roteiro e duas de atuação para Jonathan Pryce e Anthony Hopkins. A indicação para o Oscar de Melhor Filme ainda não é certeira, mas é bem provável que Pryce e Hopkins apareçam entre os indicados.

Se a Netflix conseguir emplacar os três longas na categoria principal, será uma baita façanha. Afinal, a última vez que isso rolou foi em 1982 (38 anos atrás), quando a Universal disputou com Atlantic City, Reds e Indiana Jones e Os Caçadores da Arca Perdida – ironicamente, o prêmio não foi para nenhum deles, e sim para Carruagens de Fogo, da Warner Bros.

Antes disso, o feito era relativamente comum – faz sentido, pois havia menos estúdios e distribuidoras no mercado. A Paramount já havia conseguido a façanha em 1975; a Warner, em 1942. A 20th Century Fox fez o mesmo em três ocasiões: 1944, 1978 e 1980.

A United Artists conseguiu em 1940 e em 1961 – da primeira vez, foram quatro filmes na disputa. Mas nesse assunto, ninguém ganha da MGM, que emplacou três indicados em 1935, quatro em 1936, 1939 e 1940, e cinco em 1937. Vale explicar: boa parte das primeiras cerimônias do Oscar eram como hoje, e permitiam até dez concorrentes. O limite de cinco indicados durou majoritariamente de 1945 a 2009.

No fim, tudo ficará claro com os anúncios das próximas semanas: além dos indicados do Oscar, saem também as listas do Sindicato dos Diretores (DGA) e o dos Produtores (PGA), considerados os principais termômetros da premiação principal. A Netflix quer o seu troféu de Melhor Filme – e rápido.


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Algum outro animal enterra os mortos?

Não. Até onde se sabe, o Homo sapiens é a única espécie que faz enterros. Alguns animais realizam o equivalente a um velório – mas deixam o cadáver se decompor a céu aberto após o ritual.

Em março de 2017, na Zâmbia, sul da África, uma fêmea de chimpanzé foi vista limpando os dentes do corpo de seu filho adotivo – que morreu de pneumonia aos 9 anos. A irmã da criança manteve-se ao lado do corpo, vigiando os arredores.

Em 2012, quando um chimpanzé macho matou um bebê de três meses no zoológico de Los Angeles, a mãe carregou o corpo do recém-nascido por dias, até a putrefação torná-lo irreconhecível. Os cuidadores do local deixaram a criança morta com a fêmea propositalmente, para não interferir no ritual.

Veja também

Em 2003, os restos mortais de Eleanor, matriarca de um grupo de elefantes, foram visitados e tocados carinhosamente por colegas de outros cinco grupos. O comportamento foi verificado por pesquisadores do grupo de conservação Save the Elephants. Elefantes já foram vistos visitando ossos muito tempo a após a decomposição das carcaças.

Os golfinhos também mantêm vigília em torno de seus mortos enquanto os corpos estão boiando próximos à superfície da água. Depois, eles geralmente afundam.


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O que o cochilo pode fazer pela sua saúde

Em tempos de guerra ou paz, o primeiro-ministro britânico Winston Churchill (1874-1965) não abria mão de tirar um cochilo, sempre por volta das 17 horas. Depois de uma hora e meia de soneca, ele tomava banho, jantava e continuava a trabalhar até a 1 da manhã. No dia seguinte, às 7h30 em ponto, retomava a rotina. “Quem adere ao hábito ganha dois dias em vez de um”, costumava dizer. No Brasil, quem incorporou o costume foi o sociólogo Fernando Henrique Cardoso. Quando era presidente da República, gostava de pegar um livro ou jornal e dar uma boa cochilada de 15 a 20 minutos em um sofá qualquer do Palácio da Alvorada, em Brasília. “Faz um bem danado”, relatou FHC em 1998.

Parece conversa pra boi dormir, mas o fato é que a ciência assina embaixo. A mais nova pesquisa a confirmar o efeito benéfico do cochilo vespertino vem do Hospital Universitário de Lausanne, na Suíça, e foi publicada na revista médica Heart.

A equipe da epidemiologista Nadine Häusler monitorou os hábitos de sono e o prontuário de aproximadamente 3 400 voluntários com idade entre 35 e 75 anos. Passados cinco anos, ela concluiu que tirar uma pestana uma ou duas vezes por semana reduz em até 48% o risco de eventos cardiovasculares, a exemplo de infartos e AVCs.

“Quando você dorme pouco ou mal à noite, cochilos ocasionais são uma forma de compensação fisiológica que diminui o nível de estresse”, explica a estudiosa.

Cochilar por alguns minutos, de preferência na parte da tarde, não faz bem só ao coração. O cérebro, principalmente o dos idosos, também fica feliz da vida. É o que revela outro estudo, este realizado pela Universidade Johns Hopkins, nos Estados Unidos, e publicado no periódico Journal of the American Geriatrics Society.

No trabalho, cerca de 2 900 chineses com mais de 65 anos tiveram que, entre outras tarefas, resolver equações matemáticas, memorizar sequências de palavras e responder a perguntas do tipo “Em que estação do ano estamos?”.

Segundo a médica e coordenadora da investigação, Junxin Li, os que cochilavam cerca de 30 minutos, até por volta das 16 horas, foram os que apresentaram melhores resultados.

Não faltam evidências para legitimar as vantagens do relaxamento pós-prandial — prandium, em latim, quer dizer almoço. Até a Nasa recomenda a soneca a pilotos e astronautas.

Segundo um experimento da agência espacial americana, quem faz um repouso de uns 20 minutos depois da principal refeição do dia tem sua capacidade de raciocínio e memória aumentada em 34% e sua habilidade para tomar uma decisão acertada sobe 54%.

Mas, cá entre nós, será que dá para descansar o esqueleto em tão pouco tempo? A resposta é sim! “Cochilos curtos, de 15 minutos, são suficientes para causar um ‘reset’ no corpo e no cérebro”, afirma a pediatra Lucila Prado, do Departamento Científico do Sono da Academia Brasileira de Neurologia.

Quanto tempo o cochilo deve durar

O sono nosso de cada dia, explicam os cientistas, tem quatro estágios: 1, 2, 3 e REM — sigla para rapid eye movement, ou movimento rápido dos olhos. Do estágio mais superficial ao mais profundo, o ciclo total dura de uma hora e meia a duas e se repete quatro ou cinco vezes ao longo da noite.

O ideal é cochilar apenas 15 minutos, mas, se houver tempo, estique até, no máximo, duas horas. Mais que isso, você pode acordar grogue, irritadiço e mal-humorado. Ou pior: ter dificuldade para pegar no sono mais tarde.

Por essas e outras, a neurologista Andrea Bacelar não recomenda a prática a qualquer um. “Apenas a quem trabalha em turnos ou não dorme o suficiente à noite”, ressalva ela, que é presidente da Associação Brasileira do Sono.

A soneca perfeita

O lugar: deve ser silencioso e climatizado. Na falta de um local assim, que tal a sala de reuniões vazia? Em último caso, até um pufe ou uma cadeira reclinável podem ajudar.

A luminosidade: vale fechar cortinas ou persianas. Agora, se não for possível deixar o ambiente escolhido mais escurinho, recorra a uma máscara de dormir.

O barulho: protetores auriculares podem ser úteis para barrá-lo. Outra sugestão é utilizar fones e ouvir música clássica ou até um barulhinho de cachoeira.

A duração: bastam 20 minutinhos. Mas, se conseguir, capriche: de 90 minutos a duas horas. Mais que isso, você pode acordar grogue e irritado. Use o despertador.

O período: o melhor é cochilar logo após o almoço, de preferência entre as 13 e as 15 horas. Evite tirar sonecas no fim do dia para não atrapalhar o sono principal.

A hora da sesta

Na Espanha, siesta. No Japão, inemuri. Nos Estados Unidos, power nap. São muitos os países que, por razões culturais ou não, adotam o hábito de fazer um repouso pós-almoço. A nomenclatura varia de um lugar para outro.

Na Espanha, o termo siesta se refere à sexta hora do dia. Para os latinos, o dia começava às 6 da manhã. Logo, a sexta hora era ao meio-dia. No Japão, ser pego cochilando no trabalho não significa demissão — em alguns casos, pode dar promoção! É o chamado inemuri, ou “dormindo em serviço”. Uma prova de que o funcionário veste a camisa da empresa.

Para os americanos, soneca virou power nap, ou “cochilo poderoso”. O termo foi criado em 1999 pelo psicólogo James B. Maas, da Universidade Cornell.

“Seu corpo está com fome de sono, mas, durante o dia, você não pode fazer uma refeição completa? A solução é servir um lanche muito saboroso chamado soneca”, compara o autor de Power Sleep (clique para comprar), Sleep for Success e Sleep to Win, entre outros livros.

No Brasil, a moda não pegou. “Não sai barato criar um cochilódromo em uma empresa. Demanda investimento. Além disso, para muitos empresários, o hábito é sinônimo de preguiça. É preciso vencer esse preconceito”, avalia Paulo Sardinha, presidente da Associação Brasileira de Recursos Humanos.

Por enquanto, dá para contar nos dedos as empresas que disponibilizam espaços aconchegantes para os funcionários relaxarem um tempinho.

“Mas os benefícios do cochilo para a saúde do trabalhador são incontáveis”, afirma Rosylane Rocha, presidente da Associação Nacional de Medicina do Trabalhador. “Melhora o humor, estimula a criatividade e aumenta a produtividade”, cita.

Desde 2010, a Locaweb, empresa de hospedagem de sites, oferece pufes confortáveis em local arborizado. Em média, 30 colaboradores usam o serviço todo dia. “Funcionários descansados produzem mais”, crava Simony Fernanda, gerente de Gente & Gestão da companhia.

Na farmacêutica Novartis, o balanço também é positivo. A cabine do sono, inaugurada em fevereiro, faz parte do espaço Energized, que inclui sala de meditação e cadeiras de massagem. Todos os meses, 160 funcionários desfrutam da novidade durante 15 a 20 minutos.

“Contribui para um melhor aprendizado e uma execução mais eficiente das tarefas”, garante Júlia Fernandes, diretora de Pessoas e Organização do grupo.

Se a empresa onde você trabalha não proporciona uma área apropriada, o jeito é improvisar: procure um lugar sossegado para a soneca. Pode ser uma sala de reuniões vazia ou o interior do carro — dentro do estacionamento, claro. O ideal é que o ambiente seja escuro, climatizado e silencioso. Se não for, máscaras de dormir e tampões de ouvido dão uma força.

Mas atenção: sonolência excessiva durante o dia pode ser sintoma de algum distúrbio do sono. “No caso dos adultos, são indicadas de sete a nove horas de sono. Se o indivíduo dorme esse tempo e mesmo assim sente uma sonolência que atrapalha suas atividades diárias, ele deve procurar um especialista”, aconselha a médica Luciana Palombini, do Instituto do Sono, em São Paulo.

Um cochilo pode fazer maravilhas. Mas só quando você não é refém dele.

Cochilo próprio para menores

Até os 3 anos de idade, a soneca é obrigatória na vida dos pequenos. Depois, torna-se opcional. “Hoje em dia, muitas crianças seguem o ritmo dos pais e acabam sofrendo de privação do sono”, alerta a médica Simone Fagondes, da Sociedade Brasileira de Pediatria. O mesmo se aplica aos adolescentes.

E, se o sono noturno deixa a desejar, o cochilo vespertino pode ser a solução. Mas, aí, não pode passar de 20 minutos. “É como desligar o carro em um lugar frio. Para o motor pegar novamente, demora à beça”, compara o neurocientista John Fontenelle Araújo, da Universidade Federal do Rio Grande do Norte.

Refúgios modernos

Pelo menos cinco cidades já alugam cabines para quem quer tirar uma soneca no meio do dia: Rio, São Paulo, Campinas, Recife e Brasília. Na Pausadamente, na capital fluminense, o cliente pode escolher de luz ambiente a trilha sonora.

Na Cochilo, em São Paulo, são quatro opções de tempo — 15, 30, 45 e 60 minutos — e os preços variam de 12 a 25 reais. Em 2012, quando foi inaugurada, eram quatro cabines. Hoje são 37. “Recebemos de seguranças e estagiários a executivos”, conta Alicia Jankavski, uma das proprietárias.

Já o Siesta Box funciona nos aeroportos de Guararapes, no Recife, de Viracopos, em Campinas, e Juscelino Kubitschek, em Brasília.


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quinta-feira, 2 de janeiro de 2020

Quatro invenções “praianas” de Leonardo da Vinci

Stand up paddle

Leonardo Da Vinci (1452-1519), o mais renascentista entre os renascentistas, tem uma ligação inusitada com o verão. Entre seus vários projetos célebres (como o de um tanque de guerra e o de “robôs” analógicos) estão algumas criações que têm tudo a ver com as férias – e que, como boa parte da obra de Da Vinci ligada à engenharia, acabaria sendo inventada alguns séculos depois. É o caso desse equipamento para andar sobre a água – um primo desengonçado dos stand up paddles de hoje. 

Era bem simples. De acordo com os esboços preservados cadernão conhecido como Codex Atlanticus, o usuário só precisaria calçar sapatos especiais, que não passariam de versões modificadas de odres (aquelas bolsas de couro para armazenar vinho) cheios de ar para dar flutuação ao aventureiro.

Nas mãos, ele seguraria um par de varetas com círculos nas pontas, mais ou menos parecidos com bastões de esqui, que lhe garantiriam equilíbrio. Mas não. Os vários protótipos que já fizeram da coisa indicam que esse não foi exatamente o momento mais brilhantes de Leonardo.

 

<span class="hidden">–</span>Divulgação / Reprodução/Superinteressante

Asa delta

Da Vinci era vidrado por aviação – cinco séculos antes do avião. O renascentista queria a todo custo descobrir o segredo dos pássaros. Gênio que era, achou que seria capaz de criar uma máquina voadora. E criou algo parecido com as asas-deltas de hoje.

O modelo tem asas inspiradas nas dos morcegos. A engenhoca seria equipada com uma grande argola, dentro da qual ficaria encaixado o corpo do piloto. Teria também suportes para direcionar as asas e estribos que permitiriam batê-las.

Tudo leva a crer que Da Vinci sabia o quão inviável era seu “morcegão”. Afinal, ele entendia muito de anatomia humana também. Seguramente tinha ciência de que nenhum ser humano conseguiria bater as asas do aparelho com a força e a rapidez necessárias para mantê-lo no ar. O mais provável é que o inventor, neste projeto específico, tenha literalmente dado asas à imaginação, com pouco – ou nenhum – compromisso com a realidade.

<span class="hidden">–</span>Divulgação / Reprodução/Superinteressante

Parapente 

Esse projeto célebre de Da Vinci costuma aparecer descrito como “paraquedas”. Mas o que temos aí é um parapente – um artefato para quem pretende saltar de montanhas, dada a não existência de aviões. O próprio Leonardo descreveu: “Com ela, pode-se saltar de qualquer grande altura sem sofrer nenhum tipo de ferimento”.

Otimismo à parte, o fato é que, ao menos neste caso, o inventor não estava sendo propriamente revolucionário. Um desenho semelhante já tinha sido produzido por um engenheiro anônimo de Siena 15 ou 20 anos antes, por volta de 1470.

Superficialmente, o esboço mais antigo lembra o do florentino. O parapente em questão tem formato cônico e um sistema de armações de madeira para reforço, que serviria também como ponto de apoio para o usuário. Seu problema, aparentemente, era a escala: o mais provável é que a parte “mole” do paraquedas não fosse grande o bastante para dar sustentação a um ser humano no ar.

Ninguém sabe se Da Vinci ouviu falar desse primeiro esboço ou não, mas o fato é que seu projeto era melhor e teria mais chances de funcionar. Uma das principais diferenças era a moldura quadrada, que conferia ao aparato um formato piramidal. A estrutura seria feita de linho e teria uma abertura de aproximadamente 8 x 8 metros. Os desenhos indicam ainda que, da moldura até a ponta, o parapente também mediria cerca de 8 metros – proporções bem mais promissoras do que as apresentadas no esboço mais antigo. Diferentemente do que se vê nos equivalentes modernos, Da Vinci não previu no seu projeto um pequeno furo no topo –  essencial para a estabilidade na descida, pelo que sabemos hoje.

PESADÃO, MAS ESTÁVEL

Em julho de 2000, com a ajuda de engenheiros da Universidade de Cardiff, no País de Gales, o paraquedista britânico Adrian Nicholas saltou de 3.000 metros de altitude com um paraquedas igualzinho ao projetado por Da Vinci. Mas igualzinho mesmo. Construído, inclusive, com os mesmos materiais aos quais o inventor teria tido acesso em sua época: algodão, madeira de pinheiro e cânhamo. O salto ocorreu na África do Sul, em meio a um clima de muita ansiedade. Mas foi um sucesso. O paraquedas renascentista se comportou tão bem que Nicholas chegou a afirmar que ele era mais estável que os similares modernos. Só um “pequeno problema”, por assim dizer, não foi devidamente equacionado: o equipamento pesa cerca de 90 quilos, o que torna o pouso um momento potencialmente perigoso. Para não correr riscos, Nicholas preferiu abrir um paraquedas convencional quando faltavam 600 metros para atingir o solo.

<span class="hidden">–</span>Divulgação / Reprodução/Superinteressante

Traje de mergulho 

Tudo indica que uma rápida passagem de Leonardo da Vinci por Veneza, no fim do século 15, tenha inspirado a tentativa do mestre de criar um traje de mergulho – um escafandro, no caso. A tese faz sentido: além da localização semiaquática da cidade-estado italiana, com seus famosos canais, havia a motivação militar, que também está por trás de outros vários dos inventos do renascentista.

Naquela época, a república veneziana travava uma guerra duríssima contra o Império Otomano, liderado por turcos muçulmanos. O conflito colocava em risco o poderio comercial de Veneza no Mar Mediterrâneo. Diante desse cenário conflituoso, Da Vinci teria tido um estalo. E se os venezianos conseguissem atacar as embarcações turcas por baixo, com investidas pelo fundo do mar?

A solução, esboçada pelo inventor no Codex Atlanticus, lembra, à primeira vista, uma roupa de aviador do começo do século 20. Feita de couro, ela recobriria o corpo todo do escafandrista, incluindo jaqueta, calças e uma máscara com um par de visores para que o mergulhador conseguisse enxergar o ambiente ao seu redor.

A parte mais legal, complicada e incerta, no entanto, tem a ver com o mecanismo usado para que a pessoa conseguisse respirar debaixo d’água. Os esboços mostram longos tubos flexíveis que saem da máscara e vão terminar acima da linha da superfície, em flutuadores que seriam feitos de cortiça – e que, por isso, ficariam boiando. Isso permitiria que as pontas desses tubos ficassem permanentemente em contato com o ar, possibilitando a respiração regular do mergulhador.

Da Vinci também levou em consideração outras necessidades de seus escafandristas teóricos, como a estabilidade dentro d’água (ele chegou a pensar em um sistema de pesos que os mantivesse eretos no solo marinho), a possibilidade de subir ou descer com a ajuda de balões cheios de ar e até uma bolsa de couro separada para guardar o xixi dos mergulhadores caso eles ficassem apertados durante suas missões.

NA PRÁTICA, A TEORIA É OUTRA

Em 2003, o escafandro de Leonardo da Vinci foi testado por uma equipe de documentaristas da emissora britânica BBC, durante as filmagens de um programa sobre as invenções do gênio renascentista. Uma mergulhadora profissional experimentou o equipamento duas vezes. Primeiro, em uma piscina. Depois, nas águas turvas e geladas de Veneza. Nas duas situações, o aparato funcionou. Apresentou, no entanto, uma deficiência grave: pequenas variações de profundidade, por menores que fossem, tornavam a respiração da “cobaia” difícil e dolorosa. A solução encontrada pela equipe para contornar o problema foi o uso de um fole para bombear ar na câmara de cortiça. Da Vinci poderia ter previsto o bombeamento de ar em seu projeto, uma vez que havia tecnologia para isso na época. Mas não previu.

 

 

 


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Inteligência Artificial supera especialistas na detecção de câncer de mama

Cada vez mais a tecnologia tem se mostrado aliada da medicina, principalmente quando se trata de diagnóstico precoce. Um programa de inteligência artificial desenvolvido pelo Google se mostrou mais eficiente que especialistas na detecção de câncer de mama – o segundo tipo mais comum do mundo, atrás apenas do de pulmão.

Um outro sistema do Google já havia obtido sucesso em detectar câncer de pulmão antes dos médicos, mas essa é a primeira vez que um algoritmo é capaz de identificar câncer em radiografias de mama com maior precisão que especialistas, localizando tumores que os profissionais geralmente deixam passar e ignorando “alarmes falsos” que possam se parecer com um tumor.

Mesmo com a análise de mamografias, algumas mulheres ainda recebem diagnósticos errôneos, seja um falso negativo, fazendo com que o indivíduo atrase o tratamento, ou um falso positivo, gerando preocupação e procedimentos desnecessários. De acordo com a Sociedade Americana de Câncer, metade das mulheres que fazem mamografias anualmente receberão um diagnóstico “falso positivo” em algum momento ao longo de dez anos. É aí que a tecnologia entra pra ajudar. 

Os cientistas da Google Health treinaram a Inteligência com 91 mil mamografias de mulheres dos Estados Unidos e Reino Unido. As pacientes foram acompanhadas ao longo de dois anos para acompanhar o desenvolvimento (ou não) do câncer. Depois, para testar a eficácia do programa, ele analisou outras 28 mil mamografias.

Comparado aos diagnósticos de médicos dos EUA, a IA apresentou 5,7% menos falsos positivos e 9,4% menos falsos negativos. No Reino Unido, o resultado foi de 1,2% menos falsos positivos e 2,7% menos falsos negativos.

Em um segundo experimento, os diagnósticos do programa foi comparado com os de seis médicos individualmente. O algoritmo apresentou 11,5% mais acurácia, mesmo quando os profissionais tinham a oportunidade de conversar e recebiam o histórico dos pacientes.

No entanto, quando a mamografia passa por pelo menos dois médicos antes do diagnóstico, os humanos se saem tão bem quanto a máquina. Na prática, é comum que dois profissionais analisem a imagem para chegar a uma conclusão, cada um “checando” o trabalho do outro. Caso eles discordem do diagnóstico, um terceiro profissional pode ajudar na análise. No Reino Unido, essa prática é obrigatória no sistema público de saúde.

Mas isso não é regra em todos os países. De acordo com os pesquisadores, o algoritmo não vai substituir os médicos especializados nesse tipo de diagnóstico, mas pode servir como esse “segundo especialista”, oferecendo maior segurança e precisão aos diagnósticos.

Antes de começar a ser usado pelos sistemas de saúde, o programa ainda precisa passar por testes clínicos, além de ser regulamentado por cada país.


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Quais são os benefícios do amaranto e da quinua?

O empate nas informações nutricionais no fim deste texto não poderia ser mais apropriado. “O amaranto e a quinua são muito parecidos. Oferecem praticamente as mesmas vantagens à saúde”, relata a nutricionista clínica Andréa Farah, de São Paulo.

Para ela, o que não pode passar batido são as doses expressivas de fósforo e magnésio. Enquanto o primeiro mineral atua no fortalecimento dos ossos, o segundo evita problemas de contração muscular.

Ambas as sementes ainda são belas fontes de proteína e fibras. Mas o amaranto fica na frente quando o foco é o conteúdo de cálcio, mineral caro ao esqueleto. Segundo Andréa, essa característica é importante sobretudo para quem não consome alimentos de origem animal, como leite e afins.

Quem quiser tirar proveito pode saboreá-lo cru ou cozido — na salada, substituindo o arroz com feijão ou em frutas e iogurtes. Já a quinua deve ser levemente cozida e também cai bem na salada e no lugar do arroz ou do trigo na receita de tabule. Vale a pena experimentar.

Compare agora os nutrientes de cada uma dessas sementes:

Energia

Quinua: 88 cal

Amaranto: 91 cal

Fibras

Quinua: 1,7 g

Amaranto: 1,6 g

Proteínas

Quinua: 3,5 g

Amaranto: 3,3 g

Cálcio

Amaranto: 39 mg

Quinua: 11 mg

Magnésio

Amaranto: 62 mg

Quinua: 49 mg

Fósforo

Amaranto: 139 mg

Quinua: 114 mg

(Os valores se referem a 25 gramas do alimento, o correspondente a uma colher de sopa cheia)

Placar SAÚDE

Quinua 3 x 3 Amaranto

Fonte: Tabela Brasileira de Composição de Alimentos da Universidade de São Paulo


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Tipografia: O Que É e Melhores Tipos de Letras e Fontes Para Design

tipografia

Você gostaria de escolher uma tipografia que tenha impacto positivo e traga benefícios para sua marca?

A Tipografia é uma ferramenta essencial do design gráfico, e tem extrema importância na construção do seu branding.

Isso porque ela é capaz de representar, graficamente, valores e posicionamento da empresa, além de despertar sentimentos e percepções do público.

Por isso, uma tipografia mal utilizada é um grande tiro no pé, e pode levar sua estratégia de marketing por água abaixo.

Mas você sabia que, na verdade, tipografia é um tipo de impressão?

Com este artigo, você vai aprender o que é tipografia e tudo sobre essa área de estudo. Ao final, tenho certeza, se sentirá mais confiante na hora de defender o uso de uma ou outra fonte do seu site, blog, e-book ou qualquer outro material, digital ou impresso.

Se restarem dúvidas ou se você tiver algo para complementar, por favor, deixe um comentário!

Boa leitura!

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O Que é Tipografia?

Tipografia é, na verdade, a impressão dos tipos, sendo que tipo é a fonte, ou a letra.

Antigamente, os tipógrafos usavam as letras em moldes de ferro, por exemplo, para imprimir as palavras. Com o processo, era natural que o papel acabasse com uma textura, algo como um relevo baixo, em função da batida da impressão.

tipografia em ferro

Tipologia é o estudo dos tipos, uma necessidade que aumenta a cada dia, com a enorme variedade de fontes existentes – e o tanto que isso influencia na percepção e identidade de uma marca.

Apesar disso, em dia é mais comum usarmos o termo tipografia também para o estudo, já que o processo de impressão não existe mais (ou, pelo menos, não é muito utilizado).

tipografia digital

Também temos a família tipográfica, que são fontes diferentes com as mesmas características base, mas com diferenças em espessura, largura ou outros atributos.

tipo é como chamamos a fonte. Ou seja, o desenho de uma determinada fonte, que pode ser criada especialmente para uma ocasião.

tipo fonte

É o caso da Coca Cola, por exemplo, que tem uma fonte exclusiva, desenhada para sua marca (apesar de hoje já existir o alfabeto para download, mas não tenho certeza quanto às restrições de uso – melhor tomar cuidado!).

tipografia coca cola

O bom uso da tipografia é essencial para transmitir uma ideia de mensagem não-verbal, sendo capaz de agregar conceitos que despertam sensações e valores.

Os profissionais da área de design, comunicação e marketing têm a tipografia como uma de suas principais ferramentas de trabalho.

História da Tipografia

O processo de impressão tipográfico tem sua origem com a criação dos tipos móveis, realizada pelo alemão Gutenberg, no início do século XV.

Com a invenção, a imprensa foi rapidamente difundida na Europa, e chegou na América Latina pelo México, em 1539.

No Brasil, entretanto, essa indústria chegou tarde. Isso porque a corte portuguesa não permitia a entrada de tipografias por aqui.

Somente em 1808 que o país começou a contar com esse tipo de impressão. Até então, eram utilizadas prensas, em que utilizava-se uma matriz e, com ela, imprimia-se cada folha individualmente.

Até 1822, a Imprensa Régia, com suas prensas de mesa, detinham o monopólio de impressões brasileiras. Com a independência do Brasil, iniciou-se o processo de evolução das prensas e métodos de impressão, com diversos novos modelos.

Até 1970, em que o sistema offset roubou a cena por ser mais adequado às grandes tiragens da indústria gráficas.

Com isso, método de impressão tipográfico perdeu espaço, mas não foi extinto. Isso porque ele tem características peculiares, com resultados que outros processos não são capazes de alcançar.

Qual a Importância da Tipografia Moderna

A indústria tipográfica é, literalmente, o início do design gráfico e da comunicação imprensa, como um todo. Por isso, conhecer e respeitar a história é muito importante para manter viva a alma gráfica.

Entender o passado é uma importante etapa para que fazer o presente. Conhecer a história pode auxiliar muito na construção de uma visão crítica – e ela é essencial para quem trabalha com design gráfico.

Não compreender o sistema tipográfico acaba sendo uma limitação à criatividade do designer.

Com as novas tecnologias digitais, ficou ainda muito mais fácil para que o profissional crie sua própria tipografia e desenvolva seu alfabeto, criando layouts e marcas únicas, completamente alinhadas ao interesse e posicionamento da empresa.

Além disso, é possível alinhar processos de impressão atuais com o processo tipográfico, para baixas tiragens e buscando uma apresentação única, rica como uma gravura.

Com o resgate do passado, um certo saudosismo, cada vez mais forte nas novas gerações, será cada vez mais comum retomarmos processos, conceitos, ideias e valores de métodos já ultrapassados.

Não à toa, existem diversos layouts, marcas e mesmo design de ambientes lançando mão de uma identidade mais retrô, vintage, que estão na moda hoje em dia.

Tipos de Fontes Comuns

Na tipografia, as fontes se dividem entre algumas classificações, conforme sua forma.

Vou apresentar as 4 principais, mas não significa que não existam outras formas de classificação do tipo, como slab-serif, monospaced, gaélico, não-ocidental e muitos outros.

Serif

A fonte serifada é aquela que tem pequenos traços e prolongamentos nas extremidades da fonte. É o caso da Times New Roman, por exemplo:

fonte serifada tnr

As fontes serifadas são muito utilizadas para longos textos, como jornais e revistas. Isso porque ela é mais confortável aos olhos para leituras demoradas.

Existe mais de um tipo de serifa, que são classificadas em 4 grupos: estilo antigo, serifa de transição, moderno e laje.

As fontes serifadas e as sem serifas são os dois principais tipos de classificação tipográfica.

Sans Serif

Bem, acredito que agora ficou fácil, né?

A fonte sem serifa é aquela retinha, que não tem os prolongamentos característicos da fonte serifada.

O exemplo mais comum é a Arial.

fonte sans serif

Uma fonte sem serifa é usada para textos curtos.

Apesar disso, a ABNT não se opõe ao uso da fonte Arial para trabalhos acadêmicos, apesar de ser mais comum o uso da Times New Roman, pelo conforto de leitura já mencionado.

O que trabalhos acadêmicos têm a ver com design gráfico?

Talvez pouco, mas achei um bom exemplo para dizer que você não precisa se apegar a regras: uma combinação inteligente de tipografia pode enriquecer e muito o seu material.

Cursiva

A tipografia cursiva, também conhecida como Script ou manuscrita, é aquela que imita a letra manual.

Uma muito conhecida é a Monotype Corsiva. Isso pois ela é um dos padrões de fontes oferecidos em softwares muito utilizados, como Microsoft Word.

Mas existem diversas fontes manuscritas, uma mais linda do que a outra!

Você pode utilizar uma tipografia como essa para convites, por exemplo, pois elas costumam ser mais elegantes.

Dependendo o material que você pretende criar, uma boa ideia pode ser combinar uma fonte cursiva com uma sem serifa, por exemplo, criando um contraste.

Display

As fontes display são aquelas mais “artísticas”, que não se enquadram nas classificações anteriores.

fonte display

São fontes comemorativas, mais enfeitadas, que podem trazer no alfabeto símbolos e figuras, como animais e objetos, ou remetem à ideia de festa, quadrinhos, tecnologia, etc.

Nem preciso dizer que é preciso cuidado na hora de utilizar uma fonte display, não é?

Nem pense em escrever um artigo com esta fonte, pois a leitura será, sem dúvida, prejudicada.

No entanto, ela pode complementar ou destacar seu material, se bem utilizada (e bem escolhida!).

Como Escolher a Fonte Correta Para o Meu Site?

escolher fonte

Se você está pensando em rever as fontes utilizadas no seu site, ou está iniciando agora o seu negócio, vamos às dicas práticas.

Você precisa, antes de qualquer coisa, escolher uma fonte de internet.

Isso mesmo: nem todas as fontes são utilizáveis na internet – embora seja possível, não é recomendável.

Não tem porque dificultar: escolha uma fonte apropriada para evitar que os usuários tenham problema na sua visualização.

A melhor forma de ver as fontes disponíveis é no Google Fonts, pelo qual você pode copiar o código para, facilmente, implementar no seu html.

Outro ponto importante é ter conhecido da sua persona e um plano de conteúdo definido.

Isso irá ajudá-lo a identificar o tipo de fonte que melhor represente o público e o seu conteúdo.

E, claro, cuide da sua composição, para garantir um bom contraste, para orientar o olhar a seguir uma ordem de leitura específica, e transmitir sua mensagem da melhor forma possível.

Trabalhe Bem o Tamanho da Fonte

O tamanho da fonte tem tudo a ver com duas coisas: sua persona, e o dispositivo.

Imagine que o seu público sejam homens e mulheres acima de 50 anos. Obviamente, você deve considerar uma fonte de tamanho adequado à leitura, considerando que a visão de pessoas mais velhas já pode estar prejudicada.

Independente disso, no entanto, temos a questão dos dispositivos móveis.

Para isso, o tamanho da fonte é essencial para garantir a legibilidade do conteúdo. Caso contrário, poderá ficar um mero borrão – ou você exigirá que seu usuário fique dando zoom a cada pedaço do texto, o que é muito chato!

A Opção de Combinar Fontes Pode Ser Interessante

Você vai ver que falo muito de contraste neste artigo.

O contraste que me refiro nem sempre é o de cor, mas também o contraste de tamanhos ou estilos de fonte.

Não é recomendável o uso de muitas variações de fontes, pois deixa o seu material muito poluído visualmente e tira o foco da mensagem.

Porém, combinar dois ou até três estilos pode contribuir para o layout e para a hierarquia do conteúdo.

Existem diversos exemplos do uso de fontes sem serifa e manuscritas aplicadas juntas, ou fontes serifadas e não serifadas, e o resultado é bastante agradável visualmente.

varias fontes

No caso de um site, você pode utilizar fontes diferentes entre título e conteúdo, por exemplo.

No título, use uma fonte mais chamativa ou mais relacionada a sua identidade visual, por exemplo, mas no conteúdo dê preferência para uma fonte que garanta a legibilidade, ainda que ela seja mais sem graça.

Dessa forma, você dá um toque de personalidade sem prejudicar o seu usuário.

Utilize o Google Fontes Para Encontrar Inspirações de Fontes

Como já mencionado, o Google Fonts é o melhor local para você escolher uma fonte para o seu projeto.

Isso porque, dessa forma, você já garante que ela seja, também, apropriada para a internet.

google fonts

As opções são muitas, e você pode utilizar o filtro, do menu à direita, para visualização dos estilos que você prefere.

Junto ao nome da fonte, aparece a quantidade de estilos daquela família.

Isso pode ser importante para sua decisão: fontes com uma família maior será facilmente aplicável, independente do tamanho e formato que você precisar.

Ao selecionar a fonte escolhida, a ferramenta oferecerá algumas opções: você poderá copiar o código, e utilizar diretamente no seu projeto, ou fazer o download da família selecionada.

escolher font google fonts

A grande vantagem de utilizar uma Google Font é que ela utiliza uma fonte que está na nuvem para renderizar na tela – o processo de carregamento do seu site é chamado de renderização.

Por isso, o usuário não precisa ter a fonte escolhida instalada em seu computador para ser capaz de visualizá-la.

Além disso, o Google Fonts apresenta as fontes destacando seu tempo de carregamento, o que é muito importante para você garantir a usabilidade do seu site.

Queremos um site com conteúdo legível, claro, e rápido, certo?

Exemplos de Logos de Grandes Empresas Que Utilizam Bem a Tipografia

Para consolidar todo o aprendizado até agora, exemplos são sempre bem-vindos.

Por isso, trouxe alguns exemplos de marcas que se apropriam do estudo da tipografia como base da sua construção, para que você observe as características essenciais de uma boa escolha de fonte.

Se você lembra de outros exemplos, ainda que sejam exemplos “do que não fazer”, deixe um comentário contando!

Uber

Em 2016 o Uber mudou a sua marca, e embora tenha sido, relativamente, sutil, você certamente observará alguns pontos importantes.

tipografia uber

Perceba que na marca antiga, o “U” e o “R” apresentam uma pequena serifa, que desapareceu na nova versão.

Além disso, a mudança mais considerável, é a espessura da fonte. A fonte antiga era muito fina, e por isso a leitura era prejudicada.

Dependendo do tamanho da aplicação, uma fonte tão estreita é um problema grave.

Na marca nova, a fonte é mais larga, garantindo legibilidade. O espaçamento entre as letras também foi revisto, melhorando a leiturabilidade.

Algumas mudanças simples, mas que já garantem um grande efeito aos olhos, não é verdade?

O logo atual é muito melhor para utilização na internet, especialmente no mobile. Considerando que o Uber é um aplicativo, pensar no mobile é absolutamente essencial.

Netflix

tipografia da netflix

Em 2018, a empresa trocou novamente o seu logo. Assim como muitas marcas vêm fazendo, desde 2014 a Netflix vem seguindo o conceito de flat design. Ou seja: mais simples, sem frescuras.

Apesar de ter gerado discussão na época, em que parte dos usuários adoraram, e parte odiaram, é inegável que a marca ficou mais leve e legível que a anterior.

O traço e a sombra que faziam parte da marca antiga acabam por poluir e prejudicar a leitura, especialmente em casos de redução da marca.

Além disso, a Netflix comentou que a mudança do logo em 2018 vai economizar milhões de dólares para a empresa. Isso porque anteriormente eles utilizavam a fonte Gotham — uma que precisavam pagar para utilizar.

Mas agora, eles criaram uma fonte própria, chamada ‘Netflix Sans’, e vão utilizá-la em todo seu branding e plataforma. Incrível como uma fonte faz a diferença, não é?

Google

O Google é uma empresa que está em constante transformação e evolução.

Em 2015, e também seguindo a tendência do flat design, ele apresentou sua nova marca.

tipografia do google

Apesar de manter as cores que combinam perfeitamente com o posicionamento da empresa, o novo logo é mais leve e simples, utilizando uma tipografia sem serifa e mais arredondada.

Este tipo de fonte acaba sendo mais agradável aos olhos.

A retirada de sombras e volumes também auxiliam para uma melhor leitura, além de permitir a aplicação da marca em diversos tamanhos e substratos sem dificuldades.

Stockcar

Uma marca que fez uso do conceito do flat design, mas acabou recebendo críticas ferrenhas do seu público, foi a Stockcar.

Em 2013 a competição resolveu renovar o seu logo, e o resultado não agradou.

tipografia stock car

A percepção das pessoas foi que a nova marca não representava bem a seriedade que deve transmitir uma competição automobilística.

Apesar da fonte ser legível, ela tem uma característica que pode ser considerada mais infantil, talvez pela espessura da fonte, que é mais “gordinha” e “fofa”.

É um bom lembrete para que você jamais esqueça de, antes de qualquer coisa, considerar o seu público-alvo. É ele quem deve orientar a escolha da melhor tipografia para a sua marca.

Termos Importantes Para Uma Tipografia Incrível Para o Seu Site

Para ser capaz de selecionar as melhores fontes para o seu projeto, é preciso levar em consideração uma série de fatores.

Não basta encontrar uma fonte que você julgue bonita. Ela precisa ser adequada ao seu objetivo. A forma que você irá aplicá-la é, também, muito importante.

Isso porque alguns conceitos do design são essenciais para garantir que sejam transmitidos, com a mensagem, os valores, conceitos e percepções idealizadas.

Por isso, vou detalhar um pouco mais agora os elementos importantes para uma boa escolha e uso de sua tipografia.

Pode ser um pouco técnico, mas não se preocupe: não é nada que você não seja capaz de aplicar no seu dia-a-dia.

Hierarquia: Guiando os Olhos do Usuário

Na hora de fazer o seu layout, é preciso considerar a hierarquia das informações, de acordo com a sua intenção.

É um objetivo semelhante ao do call-to-action, que tanto você lê no meu blog. Você precisa considerar que partes do texto são mais importantes, que você espera que chame mais atenção do leitor.

Assim, você pode trabalhar com algumas características que vão diferenciar essas partes do restante, chamando o olhar do leitor para elas.

Pode ser o caso de um título, um depoimento ou citação no meio do texto, ou um box de informações.

Dependendo dos elementos e formas trabalhadas, você conseguirá criar uma hierarquia que vai direcionar a leitura do usuário, de forma que ele siga exatamente a ordem que você deseja.

Como Utilizar Fontes Maiores e Negrito Para Atrair o Olhar do Leitor

Uma forma de conduzir a leitura do usuário é utilizando contrastes de fonte. E quando falo em contraste, aqui, não me refiro somente ao contraste de cores, como cor do texto e cor do fundo.

Me refiro a outras formas de contraste, como tamanhos, tipos de fonte e versões da fonte, como negrito e itálico.

texto para chamar atenção

Composição Gráfica

A forma que você vai compor o seu conteúdo tem tudo a ver com a legibilidade e leiturabilidade dele – e por isso é tão importante.

Legibilidade é a facilidade com que uma letra pode ser diferenciada da outra.

Para isso, é importante considerar contrastes de cor, escolha de fonte (serifa, sem serifa, etc), cuidar dos espaçamentos entre caracteres e da construção do desenho da fonte, em si.

Leiturabilidade se refere à facilidade com a qual o olho absorve uma mensagem.

Ela está ligada ao espaçamento entrelinhas, espaçamento entre palavras, uso de caracteres caixa alta e caixa baixa, e alinhamento.

E é sobre estes itens que falarei agora. Com essas dicas, você terá conhecimento suficiente para criar uma boa composição tipográfica para seu o conteúdo.

Alinhamento: Organize as Linhas do Seu Conteúdo

Um dos princípios mais importantes na composição gráfica é o alinhamento do conteúdo.

Existem, basicamente, quatro formas de organizar as suas linhas:

Justificado

O texto justificado é aquele cujas letras começam e terminam alinhadas, em blocos.

Todas as linhas ficam com o mesmo comprimento, alinhadas tanto à direita quanto à esquerda.

Existem muitas pessoas que preferem assim, pois parece organizado. No entanto, é preciso ter cuidado, já que esta medida acaba por forçar um maior espaçamento entre as palavras.

Esses “caminhos de rato”, além de feios, prejudicam a leiturabilidade.

caminhos de rato em texto

Alinhado à Esquerda

O texto alinhado à esquerda é, como você já deve imaginar, quando as linhas iniciam todas no mesmo ponto, independente do seu comprimento.

É o alinhamento utilizado no meu blog.

texto alinhado a esquerda

Alinhado à Direita

É o mesmo caso do exemplo anterior, mas para o outro lado.

O alinhamento à direita é utilizado, principalmente, em materiais que apresentem uma disposição ou formato diferenciado, onde o alinhamento à direita acabe ficando mais natural para a leitura.

Para um grande conteúdo, como um livro, por exemplo, pode não ser recomendado, pois o olho poderá não conseguir encontrar o começo da frase.

texto alinhado a direita

Centralizado

O texto centralizado é aquele em que o alinhamento se dá pelo centro das linhas, ficando as pontas irregulares.

É muito utilizado em revistas, por exemplo, para destacar citações no meio de uma entrevista.

texto centralizado

Condução: Fique Atento aos Espaços Entre as Linhas

Condução, ou leading, é a distância entre linhas.

Este é um importante fator para dar uma boa legibilidade ao texto. Linhas muito próximas prejudica a leitura e incômoda os olhos.

Por outro lado, linhas muito espaçadas também prejudicam a leitura, já que o olho não encontra o conteúdo com facilidade, e o espaço em branco pode impactar na capacidade de absorção do conteúdo ou, até, desprender a atenção do leitor.

espaçamento entre linhas

A ABNT, para trabalhos acadêmicos, solicita que o espaço entrelinhas seja de 1,5.

É uma boa referência para você seguir, mas tudo pode depender do volume de conteúdo, da organização desse conteúdo, e do bom uso de contraste visual nas fontes.

Tracking: Espaço Entre as Letras

O tracking é o espaçamento entre as letras. Ou seja, é o responsável por “alargar” ou “espremer” uma palavra.

tracking em fontes

Assim como o espaçamento entre linhas, o tracking é muito importante para garantir a legibilidade de um conteúdo, e é importante que você preste atenção a isso.

As ferramentas utilizadas no design gráfico oferecem funcionalidades para que você possa ajustar essa distância, melhorando o aspecto do seu texto.

Kerning: Espaço Entre os Caracteres da Palavra

Nos estudos da tipografia, um dos itens que o profissional deve prestar atenção é o kerning.

O kerning é o espaçamento entre letras, e muitas vezes acaba sendo despadronizado, ou seja, os espaços entre algumas letras podem ser maiores que o espaço entre outras, na mesma palavra!

kerning em fontes

Embora não seja um fator tão importante para a leitura, já que dificilmente essa diferença é muito grande, ele interfere na impressão visual, ou seja, acaba sendo desagradável aos olhos.

E você nem precisa ter TOC (transtorno obsessivo compulsivo) para se incomodar com isso, tenho certeza!

Portanto, especialmente se você estiver escolhendo sua tipografia para uma marca, tome cuidado para ajustar o kerning dos caracteres da sua palavra.

Muitas vezes esse ajuste precisará ser “no olho”.

Se você criar um módulo e colocar sobre uma malha, pode ser que algumas letras, embora respeitando o módulo, pareçam mais distantes do que outras.

Então, o ajuste é feito no “olhômetro” mesmo, a fim de deixar a composição mais harmônica.

Outras Medidas Tipográficas

medidas tipograficas

A fonte tem diversas medidas e elementos. Os principais, que você precisa considerar na hora de escolher ou desenhar sua fonte, são:

Linha de Caixa Alta

A linha da caixa alta é a linha que limita a altura da letra maiúscula, ou upper case, como a primeira letra de uma palavra.

É o alinhamento da base e do topo de todo o alfabeto em caixa alta. As letras costumam ter, todas, a mesma altura. É como se você escrevesse, no seu caderno, com as letras encostando na linha debaixo e de cima, todas iguais.

Ascendente

É a parte superior da letra, presente nas letras mais altas, que ultrapassam a base.

São as extremidades superiores do “t” ou “l”, por exemplo, que são letras mais longas e que ultrapassam as outras letras de uma palavra.

Linha de Base

A linha de base é a linha do caderno, por exemplo.

Aquela que você utiliza para alinhar todas as letras da palavra, ainda que algumas ultrapassem, para baixo, essa linha, como acontece com o “p” ou “q”.

Descendente

A descendente é a parte inferior das letras, exatamente o contrário da parte ascendente. As letras que ultrapassam a linha base, como o “p” e o “q”, mencionados anteriormente, apresentam partes descendentes em seu desenho.

O “f” e o símbolo do “ç” são outros exemplos.

Tipos de Fontes Que Você Deve Evitar no Seu Site

Já repassamos todos os elementos importantes na hora de escolher uma tipografia, e dicas de como construir seu site para uma legibilidade e leiturabilidade adequada.

Mas é importante, ainda assim, reforçar os tipos de letras e fontes que você deve evitar o uso.

Não vou citar nomes de fontes, não é isso: vou elencar características que você deve prestar atenção.

Se elas não fizerem sentido para sua marca, seu posicionamento, sua mensagem ou seu público, não utilize.

Simples assim.

Fontes Cursivas ou Display

A fonte cursiva pode ser muito útil para diversos casos e aplicações – convites de casamento, por exemplo.

Mas dependendo da fonte, e o quão desenhada ela é, a leitura ficará comprometida. No caso de um site, dificilmente haverá espaço para uma fonte manuscrita.

O mesmo acontece com a fonte display, que é aquela fonte artística.

Fontes light ou com tracking negativo

As fontes muito lights, ou seja, com traços muito finos (como aquele exemplo da marca antiga do Uber), ou que apresentem um tracking negativo (ou seja, o espaçamento entre as letras é muito estreito), certamente não serão boas opções para o seu projeto online.

Tanto a legibilidade quanto a leiturabilidade serão comprometidas, e não tem a menor necessidade de você fazer o seu público forçar o olhar para conseguir compreender sua mensagem.

Eu, inclusive, nem tento. E garanto que muitos usuários fazem o mesmo: em situação de dificuldade de leitura ou compreensão, simplesmente, saem do site e vão para o concorrente.

Fontes que não estejam presentes no Google Fonts

Bem na verdade, eu poderia ter começado por aqui.

Não está no Google Fonts? Não utilize.

O Google é, sem dúvida, um grande braço na hora de planejar estratégias de marketing, oferecendo diversas ferramentas que apoiam as decisões. E o Google Fonts é uma delas.

Então, não tem porque você não levar isso em consideração.

Ao usar uma fonte do Google Fonts, você facilita o trabalho de desenvolvimento do site, garante a usabilidade, a legibilidade e a leiturabilidade, e ainda tem a certeza que tudo irá renderizar exatamente como deve.

Então, busque sempre uma opção ali, que tudo fica mais fácil!

Ainda assim, você precisará prestar atenção dos tipos das fontes, já que mesmo no Google Fonts existem opções mais ou menos estreitas, mais ou menos sérias, enfim…

Leve em consideração a sua persona, o tamanho da sua mensagem e o que você pretende com ela. Com isso em mente, sua escolha será mais assertiva.

Conclusão

Como vimos, o estudo da tipografia é um elemento essencial do design, e terá muito impacto na sua marca e materiais da sua empresa.

Está diretamente vinculado ao seu público-alvo e, claro, à sua estratégia de branding.

As fontes podem mudar, inclusive, a mensagem que você está tentando transmitir. Uma fonte divertida para um texto sério, por exemplo, irá prejudicar a compreensão do leitor.

Na hora de escolher sua tipografia, leve em consideração que ela precisa garantir a legibilidade e a leiturabilidade do seu conteúdo.

Portanto, preste atenção dos elementos da fonte, no espaçamento, e cuida da composição da mensagem.

Crie uma hierarquia, auxiliando o seu leitor a percorrer pelo conteúdo da maneira que você desejar. Você pode, com algumas técnicas simples, direcionar a atenção do usuário para onde você quiser – e essa é uma estratégia que merece ser explorada!

Agora que você já sabe tudo sobre tipografia, conta nos comentários se a tipografia utilizada pela sua empresa está adequada ao público, ao tipo de aplicação e à internet.

Caso ainda não tenha uma, como você pretende seguir com a escolha de uma nova tipografia?

Você tem alguma outra dica importante para deixar? Deixe um comentário! A troca de experiências e conhecimentos é fundamental para o crescimento profissional de todos nós.

Obrigada por ler até aqui!

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