quinta-feira, 10 de setembro de 2020

Vírus sobrevivem no vácuo do espaço?

Não. Primeiro, é importante lembrar que vírus não são propriamente seres vivos. Eles não possuem metabolismo e não se reproduzem por conta própria. Como seria um bocado estranho falar na morte de algo que não está vivo, é mais adequado dizer que os vírus se tornam inviáveis quando eles perdem a capacidade de infectar seus hospedeiros.

Cada vírus tem um período de viabilidade diferente. Isso equivale a dizer que cada vírus sobrevive um tempo ao ar livre (ou em uma superfície, ou no vácuo do espaço, como você preferir). O do HIV dura algumas poucas horas; o da hepatite, semanas. O novo coronavírus aguenta 24h sozinho em um pedaço de papelão. A resistência aumenta para 2 ou 3 dias em superfícies de plástico ou de aço inoxidável.

Ninguém testou no espaço, mas é improvável que passe disso (principalmente considerando as doses massivas de radiação a que seu material genético estaria exposto sem a proteção da atmosfera terrestre).

Dentro de um módulo ou da Estação Espacial Internacional, é outra história. Em um ambiente pressurizado, repleto de possíveis hospedeiros e protegido das intempéries do vácuo, vírus podem prosperar, e fazem isso com eficácia. Três missões Apollo, por exemplo, foram palco de surtos de gripe entre os astronautas.

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Pergunta de @gustavogamagomes, via Instagram.


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